Vereadores de Potim arquivam CEI contra o prefeito Benito Thomaz

Em sessão extraordinária que durou cerca de oito horas, a Câmara de Potim arquivou a CEI (Comissão Especial de Inquérito) do Duodécimo, que apontava improbidade administrativa do prefeito Benito Thomaz (PMN). Segundo a alegação do Legislativo, o valor repassado da prefeitura à Câmara não corresponde ao que é determinado.

Escrito por: Carlos Pimentel3 min de leitura
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Em sessão extraordinária que durou cerca de oito horas, a Câmara de Potim arquivou a CEI (Comissão Especial de Inquérito) do Duodécimo, que apontava improbidade administrativa do prefeito Benito Thomaz (PMN). Segundo a alegação do Legislativo, o valor repassado da prefeitura à Câmara não corresponde ao que é determinado.

Sete vereadores foram favoráveis ao relatório final da processante que pedia a cassação do chefe do Executivo; João Guilherme Angelieri (DEM), André Luiz Bertulino (DEM), Rogério Pinheiro (PSB), Eduardo Andrini (PSB), Juarez do Nascimento (PP), Alex Tavares (PMN) e Willian Amaral (PV) e quatro foram contrários: Fabiana Soler (PT), Diego Martins (PDT), Renato Marques (PR) e José Randolfo (PR).

O placar não foi suficiente para cassar o prefeito, pois de acordo com o decreto presidencial, para a votação da processante era necessário um quórum qualificado de dois terços para sua aprovação, portanto, oito votos.

A sessão começou tumultuada, com a apresentação da denúncia na Câmara por uma moradora contra a vereadora Rodinéia Paixão (PRB), sobre um imóvel que pertenceria a parlamentar e estaria alugado ao Executivo. Outro apontamento foi de que a vereadora era funcionária comissionada da administração pública, o que segundo o parecer do jurídico da Câmara poderia favorecer o prefeito na votação da sessão extraordinária.

O presidente da Casa, Juarez do Nascimento colocou em votação, e os vereadores decidiram que a vereadora não participaria da votação da comissão e foi chamado o seu suplente, Alex Tavares.

Muitos moradores acompanharam a sessão do lado de fora da Câmara, por meio de caixas de som, já que o acesso foi restrito. Parte do público se manifestou a favor do prefeito. O momento de tensão na noite aconteceu quando o suplente Alex Tavares entrou no plenário. Ele foi agredido por um cidadão, que foi expulso do local.

Sobre a substituição, o prefeito a classificou como manobra política, já que a vereadora Rodinéia Paixão é da base aliada e o suplente estaria do lado da oposição. “É uma vergonha, tirar a vereadora em cima da hora por uma denúncia infundada e que ela nem pode fazer sua defesa. O suplente que é do meu partido já estava inclusive com terno no local, ele é do meu partido, mas se vendeu. Com certeza será expulso do partido”, atacou.

O diretor jurídico da Prefeitura de Potim, Luiz Antônio Gonçalves apresentou a defesa e alegou que a votação não teria validade, pois o prazo já havia expirado. “Se o prefeito fosse afastado do cargo, nesta semana mesmo já estaria de volta, pois o prazo de noventa dias já havia sido expirado. A Câmara tentou fazer armação, retirando a vereadora da votação, mas não teve jeito, a minoria mostrou sua força e o resultado absolveu o prefeito e o processo foi arquivado”, comentou.

Benito comemorou a decisão e afirmou que a justiça foi feita em Potim. “Embora eu esperasse mais algumas absolvições, o resultado era esperado, a minoria fez valer a justiça. O importante mesmo é que nós continuamos prefeito”.

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