Vereadores querem recolhimento de livros polêmicos em Taubaté

A polêmica envolvendo o conteúdo de dois livros dos kits de Taubaté teve mais um capítulo nesta segunda-feira (17), com a participação da secretária de Educação Edna Chamon, que teve que se explicar sobre a escolha dos títulos, durante sessão na Câmara.

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Livros geram polêmicas em Taubaté; vereadores são contrários

CMT/Reprodução Facebook

A polêmica envolvendo o conteúdo de dois livros dos kits distribuídos pela Prefeitura de Taubaté teve mais um capítulo nesta segunda-feira (17). A secretária de Educação, Edna Chamon, teve que se explicar sobre a escolha dos títulos, durante sessão na Câmara.

Os livros foram entregues aos alunos da 1ª série do ensino fundamental, com idades entre oito e dez anos. No total, a prefeitura gastou R$ 9 mi na compra dos livros.

Durante a sessão, os vereadores relataram a procura de pais de alunos em relação aos fortes temas abordados nos títulos: “Terríveis Heróis” e “ABC Doido”, que apresentariam textos e ilustrações inapropriadas.

Para o vereador Noilton Ramos (PSD), é preocupante a distribuição dos livros para os alunos e vai continuar a cobrar o recolhimento dos livros. “Não é um material para ser entregue para alunos da rede, é preciso respeitar as diversas crenças dos alunos. Alguns pais ficaram assustados com as imagens pejorativas e temas tendenciosos. É preciso que os livros sejam recolhidos”.

O vereador Nunes Coelho (PRB) também concordou com o uso dos títulos em sala de aula. “A criança de oito anos não tem opinião formada sobre o que ler. Esses livros não apresentam nenhuma cultura. Precisam ser retirados imediatamente”, afirmou.

Rebatendo as críticas dos parlamentares, Edna Chamon defendeu a escolha dos temas. “Nenhuma das obras está fora dos gêneros literários. É preciso saber que a escolha passa pela aprovação do conselho nas escolas, que avaliam e nos dão o aparecer sobre a compra dos livros. Sempre teremos posicionamentos controversos em função dos valores e crenças”.

Ainda sobre a escolha, a secretária justificou que levou em conta os aspectos cognitivos para a aquisição do material. “São analisados vários pontos, principalmente a fase do pensamento operacional da criança. As origens e as histórias fazem parte do ser humano e cada comunidade tem a sua”.

Já o vereador Noilton finalizou a reunião pedindo reavaliação do caso para a secretária. “Enquanto estes livros estiverem nas escolas vou me posicionar, porque represento mães indignadas”.

Sem avaliações 
Diante das polêmicas, os livros não vão ser avaliados em sala de aula como objeto de prova. “Saímos daqui com a grande vitória, primeiro do diálogo, e depois com esse compromisso que os livros mais polêmicos não vão cair em prova”, comentou Carlos Peixoto (PMDB), presidente da Câmara.

Os vereadores de Taubaté devem convocar uma nova sessão, a ser agendada na próxima quarta-feira (19), para que Edna Chamon explique sobre os valores pagos pela Prefeitura de Taubaté nos kits escolares.

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