Vereadores vetam projeto para criar cargos comissionados em Taubaté

Foi rejeitado por oito votos a sete, o projeto do prefeito Ortiz Junior (PSDB) que cria onze cargos comissionados na Prefeitura de Taubaté.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20140514_camaradosvereadores_cmt_1

Criação de cargos é reprovada pelos vereadores de Taubaté

Divulgação/CMT

Os vereadores de Taubaté rejeitaram, por oito votos a sete, o projeto do prefeito Ortiz Junior (PSDB) que pretendia criar onze cargos comissionados no Executivo. Na proposta, os comissionados iam receber entre R$ 2.989,80 e R$ 4.870,45. As vagas seriam distribuídas para quatro secretarias e apenas quatro das onze vagas exigiam nível universitário.

Caso o projeto fosse aprovado, o gasto extra da prefeitura com a folha salarial poderia chegar a R$ 53.570 por mês e a R$ 642.840 durante um ano.

Para o vereador Rodrigo “Digão” (PSDB), que votou contra a proposta, a criação dos cargos não é necessária, já que a prefeitura possui servidores de carreiras que podem assumir os cargos.

“Entendo que a administração já possui servidores qualificados e que podem ser locados para esses novos cargos. Podemos aproveitar os servidores e utilizá-los até como forma de motivação e reconhecimento dos trabalhos”, comenta o vereador.

Hoje, a Prefeitura de Taubaté conta com mais de cem cargos comissionados, de nomeação do prefeito e indicação dos parlamentares. Com o projeto derrubado na Câmara de Taubaté, o projeto de Ortiz não poderá voltar para a pauta de discussão.

Segundo “Digão”, a administração está realizando a readequação da folha de pagamento e a aprovação do projeto seria “discrepante”.

“A prefeitura está fazendo algumas mudanças e readequando o quadro de funcionários, justamente para organizar as contas e seria discrepante aprovarmos a criação de novas vagas. Por isso, votamos na rejeição do projeto, pensando na qualidade financeira do Executivo”, completa o vereador.

Publicado em:

Posts Relacionados