Vereadores vetam projeto para criar cargos comissionados em Taubaté
Foi rejeitado por oito votos a sete, o projeto do prefeito Ortiz Junior (PSDB) que cria onze cargos comissionados na Prefeitura de Taubaté.


Criação de cargos é reprovada pelos vereadores de Taubaté
Divulgação/CMT
Os vereadores de Taubaté rejeitaram, por oito votos a sete, o projeto do prefeito Ortiz Junior (PSDB) que pretendia criar onze cargos comissionados no Executivo. Na proposta, os comissionados iam receber entre R$ 2.989,80 e R$ 4.870,45. As vagas seriam distribuídas para quatro secretarias e apenas quatro das onze vagas exigiam nível universitário.
Caso o projeto fosse aprovado, o gasto extra da prefeitura com a folha salarial poderia chegar a R$ 53.570 por mês e a R$ 642.840 durante um ano.
Para o vereador Rodrigo “Digão” (PSDB), que votou contra a proposta, a criação dos cargos não é necessária, já que a prefeitura possui servidores de carreiras que podem assumir os cargos.
“Entendo que a administração já possui servidores qualificados e que podem ser locados para esses novos cargos. Podemos aproveitar os servidores e utilizá-los até como forma de motivação e reconhecimento dos trabalhos”, comenta o vereador.
Hoje, a Prefeitura de Taubaté conta com mais de cem cargos comissionados, de nomeação do prefeito e indicação dos parlamentares. Com o projeto derrubado na Câmara de Taubaté, o projeto de Ortiz não poderá voltar para a pauta de discussão.
Segundo “Digão”, a administração está realizando a readequação da folha de pagamento e a aprovação do projeto seria “discrepante”.
“A prefeitura está fazendo algumas mudanças e readequando o quadro de funcionários, justamente para organizar as contas e seria discrepante aprovarmos a criação de novas vagas. Por isso, votamos na rejeição do projeto, pensando na qualidade financeira do Executivo”, completa o vereador.
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