Versão mais barata do LSD é vendida por R$ 6 em baladas de São José

O comércio de drogas em São José dos Campos está com novos rumos: as drogas sintéticas. Nas últimas semanas, as Polícias Civil e Federal realizaram apreensões dos entorpecentes na cidade, o que reflete diretamente no cenário da criminalidade, apontando que o uso da droga ainda continua ativo.

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Drogas sintéticas são a preferência da classe A, B e C

Divulgação/PRF

O combate à venda das drogas sintéticas é um desafio para as polícias na região. Nas últimas semanas, foram apreendidos 43.250 micropontos de LSD em uma ação na rodoviária de São José dos Campos e em outra na via Dutra, próximo a Jacareí.

Segundo a Polícia Civil, a comercialização acontece nas baladas em diversos pontos de São José, sendo os públicos das classes A, B e C os principais consumidores. O LSD, ou o dietilamina do ácido lisérgico como é chamado cientificamente, e o ecstasy interferem no sistema nervoso do usuário, dando sensação de euforia e transtornos.

A venda dos sintéticos é praticamente impossível de ser detectada, devido ao fácil transporte dos entorpecentes. “Esses modelos de narcóticos são vendidos às escondidas nas baladas. Por ser muito pequena [micropontos] é difícil de ser localizada, pois são transportadas em cartelas e figurinhas”, afirma o delegado Darci Ribeiro, delegado da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes).

O LSD e o ecstasy são vendidos por R$ 16. Uma outra tipologia também é encontrada do LSD, o 25i-nbome, bem mais barata e que está entre as mais solicitadas, vendida por R$ 6.

Para o delegado, é preciso que haja mais denúncias da população para que o comércio seja coibido. “É muito difícil receber denúncias, por isso é preciso que as pessoas ajudem, ainda mais porque não encontramos na rua”, comenta Ribeiro.

Um microponto é divido em quatro partes, proliferando a distribuição da droga na cidade. “Eles [criminosos] dividem a droga, alimentando esse mercado e dificultando ainda mais os trabalhos de investigações”, completa o delegado.

Malefícios
A psicóloga Cristina Souto Rigotti alerta para os malefícios de quem faz uso de entorpecentes. ” Quem tem tendência a transtornos psíquicos como depressão, com o uso da droga os sintomas tendem a se intensificar. Em termos de saúde física, a pessoa desenvolve problemas cardiovasculares, inclusive renais devido as substâncias altamente nocivas acrescentadas ao preparo das drogas”, diz.

Segundo Cristina, o uso de qualquer tipo de entorpecentes pode levar à morte. “Os efeitos são terríveis em todos os tipos, mas as sintéticas estão sendo produzidas com um poder quase letal, senão de fato letal”, explica.

A psicóloga conta que o tratamento para o dependente químico é diferente do adolescente para o adulto. “A abordagem do tratamento é diferente porque o adolescente ainda está construindo sua própria escala de valores, tem a rebeldia da idade. A área cerebral estimulada na utilização das drogas que dá um imenso prazer -vias dopaminergicas- é a mesma na compulsão alimentar, no alcoolismo”, completa.

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