Volkswagen anuncia que vai conceder férias coletivas de 10 dias a funcionários da fábrica de Taubaté

A Volkswagen anunciou na noite desta terça-feira (5), que vai conceder férias coletivas de dez dias a funcionários da planta de Taubaté.

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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Volkswagen anuncia férias coletivas na planta de Taubaté

Divulgação

A Volkswagen anunciou na noite desta terça-feira (5), que vai conceder férias coletivas de dez dias a funcionários da planta de Taubaté.

De acordo com a montadora, os trabalhadores da área produtiva entram em recesso a partir de 25 de agosto. Ainda não há informações sobre quantos colaboradores vão ser afetados com a decisão.

Hoje, a fábrica produz os modelos Up!, Voyage e Gol. A empresa informou que os funcionários do setor administrativo não vão ser atingidos. A Volkswagen em Taubaté tem cerca de cinco mil empregados

Montadoras em crise
Com a medida da Volks, as três montadoras de veículos da região dão sinais da grave desaceleração do mercado. Atrelado às baixas vendas e a produtividade, a direção da Ford de Taubaté optou pela implantação do lay-off, que é a suspensão de contratos dos trabalhadores.

Com a decisão, desde segunda-feira (4), 108 funcionários tiveram os contratos suspensos por cinco meses e, no período, vão receber os vencimentos por meio do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Os funcionários vão realizar cursos de qualificação profissional durante o tempo em que ficarem afastados.

De acordo com Cláudia Albertina, coordenadora geral do comitê sindical por empresa na Ford, a medida é uma alternativa para evitar demissão. “Desde janeiro deste ano, a Ford tem procurado o sindicato dizendo que as vendas caíram. Foi aberto PDV (Programa de Demissão Voluntária) e os funcionários tiveram férias coletivas em fevereiro e junho. A empresa queria demitir, mas conseguimos negociar essa alternativa de lay-off”, explica Cláudia.

General Motors
A GM de São José dos Campos e o Sindicato dos Metalúrgicos discutem na próxima sexta-feira (8) a intenção da montadora de também implantar um lay-off na fábrica.

No dia 1º de agosto, uma reunião entre as partes terminou sem acordo. Mesmo sem detalhar quantos funcionários entrariam no programa, a GM informou que o dia 8 é a data limite para bater o martelo sobre a questão. O complexo industrial tem 5.000 funcionários em São José.

Apesar de se mostrar aberta à negociação, a diretoria do sindicato quer garantias de que não vai haver demissões depois de implementada a suspensão temporária dos contratos dos trabalhadores. Segundo o sindicato, na última vez que a empresa adotou a estratégia, em 2012, o lay-off foi sucedido pela demissão de 598 operários em 2013.

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