Vereadores de Taubaté querem que descarte de lixo seja feito na cidade

Aterro sanitário da cidade foi interditado pela Cetesb em 2009

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Aterro sanitário da cidade foi interditado pela Cetesb em 2009

Divulgação

Os vereadores de Taubaté iniciaram na última quinta-feira (19), uma discussão sobre a atual situação do aterro sanitário na cidade. Em 2009, o local foi interditado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), ligada à secretaria do Meio Ambiente do governo paulista.

Na época, a Cetesb considerou que a gestão do local era inadequada por funcionar em formato de lixão, sem tratamento adequado dos resíduos, possibilitando a presença de catadores de lixo e animais peçonhentos.

Em 2011, a pedido da prefeitura, a Cetesb liberou parte do aterro para a construção de uma estação de transbordo. Os caminhões levam o lixo até lá, compactam e transportam para o aterro de Tremembé.

Nesta quinta-feira, os vereadores aprovaram um requerimento questionando a prefeitura sobre a situação do aterro sanitário, e se existe algum projeto para fazer o descarte do lixo na cidade.

A vereadora Maria Gorete (DEM), autora do requerimento, citou exemplo do aterro de Itajubá (MG), que foi conhecer. “Totalmente funcional. Em Itajubá, pudemos ver a preocupação da cidade tão pequena fazendo o trabalho de maneira adequada”, afirma Gorete, ressaltando que até mesmo o chorume é tratado e reutilizado pela cidade mineira.

“O secretário de Estado do Meio Ambiente em 2009, Xico Graziano, chegou em Taubaté e fechou o aterro. Dizer que o aterro daqui não serve é brincadeira. Por que não serve? O que falta para o local poder ser ativado e por que, em vez de gastar tanto, não se investe na recuperação do aterro. Invista e arrume, em vez de pagar para Tremembé. É lógica”, disse o vereador Carlos Peixoto (PMDB).

O parlamentar Alexandre Villela (PMDB) lembrou que na época da interdição, o então secretário de Meio Ambiente de Taubaté afirmou que o problema era a infiltração do chorume no solo. Segundo informações colhidas pelo vereador, essa situação é recuperável, com investimento de cerca de R$ 1 milhão.

O presidente do Legislativo, Rodrigo Luis Silva, o Digão (PSDB), afirma que um relatório finalizado em fevereiro de 2010, identificou vários problemas no aterro, fáceis de serem corrigidos. “Na época, apresentei algumas soluções e a Secretaria de Estado se colocou à disposição da cidade, mas não foi possível avançar. Não entendi o motivo”, disse Digão.

Outro lado
Em nota, a prefeitura de Taubaté informou que existem estudos que aumentam a vida útil do aterro da cidade, o que seria muito caro para os cofres da administração municipal. “Projetos como estes foram arquivados e hoje, o aterro se limita a fazer o transbordo do lixo domiciliar”.

“O lixo coletado pela empresa FortNort é enviado ao aterro, lá a empresa Resitec  faz a pesagem e a empresa Resicontrol dá a destinação final (aterro de Tremembé). O transbordo custa à prefeitura R$ 30,63/tonelada e o transporte até a cidade vizinha R$ 60,16/tonelada”.

“A Secretaria de Serviços Públicos aguarda a publicação do edital para a contratação de uma PPP (Parceria Público-Privada) que será responsável por toda a limpeza urbana da cidade. Desde a varrição, coleta domiciliar, de resíduos sólidos da construção, material hospitalar,  etc., incluindo a destinação, a transformação do lixo em subprodutos, e a criação, por exemplo, de usinas, etc.”, conclui a nota.

Em junho do ano passado, a Prefeitura de Taubaté abriu licitação para terceirizar todo o processo de limpeza pública e tratamento do lixo na cidade. O contrato de PPP (Parceria Público-Privada) seria de 30 anos e está orçado em R$ 1,9 bilhão.

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