Vereadores discutem durante votação em Lorena
Durante a votação do projeto que atualizou a taxa de embarque do terminal rodoviário de Lorena (confira texto acima), um desentendimento entre os vereadores Bruno Camargo (PSDB) e Luiz Gustavo Guedes (PV) surpreendeu quem acompanhavam a sessão.


Guedes (em primeiro plano) ouve as críticas de Bruno Camargo
Lucas Barbosa/Jornal Atos
Durante a votação do projeto que atualizou a taxa de embarque do terminal rodoviário de Lorena, um desentendimento entre os vereadores Bruno Camargo (PSDB) e Luiz Gustavo Guedes (PV) surpreendeu quem acompanhavam a sessão.
Guedes justificou seu voto contrário alegando não concordar com a cobrança da taxa e que a prefeitura deveria arcar sozinha com os custos da manutenção da rodoviária.
Na sequência, Camargo criticou o posicionamento do colega. “Falar que o prefeito e a Câmara estão criando uma nova taxa é mentira. Não tente jogar a população contra a Casa e não tente fazer demagogia e campanha politica nesta tribuna”, esbravejou.
Irritado, Guedes negou que tenha falado que o Executivo criaria uma taxa e sim que ela seria atualizada. “Não estou fazendo política e nem demagogia, são apenas opiniões distintas e gostaria que você (Camargo) respeitasse. Graças a Deus, a minha forma de fazer politica é muito diferente da sua”, retrucou.
Minutos depois, a discussão atingiu seu ponto alto. Enquanto criticava novamente o voto do companheiro de plenário, o tucano deixou uma frase no ar que tirou Guedes do sério. “Me estranha a defesa do vereador, porque hoje a taxa vai para o bolso da viações. Será que ele tem algum contato com a empresa? Ele me deixa essa dúvida”.
Inconformado com a declaração, o vereador do PV rebateu a fala do tucano. “O Bruno insinuou que devido ao meu voto, eu possivelmente possa ter contato ou afinidade com o dono de alguma empresa de ônibus. Essa insinuação foi extremamente desagradável e leviana. Antes de falar uma coisa dessas, ele tinha que no mínimo ter alguma prova”, desabafou Guedes.
Camargo subiu novamente na tribuna e tentou amenizar a situação, negando que tenha insinuado um suposto envolvimento entre outro parlamentar e empresários do ramo rodoviário. “Se parece que eu insinuei isso peço perdão. Eu apenas fiz uma pergunta: Será que ele tem algum contato com a empresa?”.
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