Vereadores recebem pedido pela manutenção de empregos em Jacareí

Parlamentares discutiram com sindicato saída da Schrader da cidade

Escrito por: Rodrigo Ribeiro4 min de leitura
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20150728_Vereadores recebem pedido de sindicato pela manutenção de empregos em Jacareí_schrader_(Divulgação/CMJ)

Parlamentares discutiram com sindicato saída da Schrader da cidade

Divulgação/CMJ

Os vereadores de Jacareí se reuniram na manhã desta segunda-feira (27) com diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e representantes da comissão dos trabalhadores da empresa Schrader para tratar sobre o anúncio do fechamento da fábrica na cidade.

Segundo o presidente da Câmara, o vereador Arildo Batista (PT), a reunião atendeu a uma solicitação feita na última semana pelo sindicato, que reivindica a continuidade da produção no parque fabril da cidade e a consequente manutenção dos postos de trabalho na fábrica de Jacareí.

“A Câmara de Jacareí está na luta pela manutenção dos empregos na cidade, e nossa posição se junta aos esforços do sindicato para a busca de uma saída viável para os trabalhadores”, afirma. Ainda segundo Batista, esta também é a posição do poder público de Jacareí, que “está do lado dos trabalhadores da Schrader e tem focado esforços junto à empresa no sentido da preservação dos postos de trabalho e dos investimentos, em Jacareí”.

De acordo com o diretor do sindicato, Nilson Ferreira Leite, o foco da negociação é a manutenção dos empregos na própria fábrica, uma vez que a Schrader foi adquirida recentemente pela Sensata Technologies -líder mundial e parceira preferencial de negócios das principais empresas dos mercados automotivos, de eletrodomésticos, militar, aeronáutico e de veículos pesados.

“Nossa luta é para que os trabalhadores permaneçam em seus postos de trabalho lá mesmo no parque fabril da Schrader, ainda que ela tenha sido adquirida por outra empresa. Essa é a nossa principal pauta de atuação e foi o que viemos colocar junto aos vereadores de Jacareí”, explica Ferreira.

Segundo o sindicato, a Schrader pretende fechar as portas no dia 31 de outubro e demitir cerca de 190 trabalhadores. A fábrica é do setor de autopeças e está há 62 anos em Jacareí, sua única planta no Brasil. Após o fechamento, a empresa continuará comercializando seus produtos no país por meio de importação.

Pedido de apoio a ministro
A vereadora Rose Gaspar (PT) protocolou junto ao gabinete do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, um ofício solicitando o agendamento de audiência com o ministro Armando Monteiro Neto para tratar sobre o anúncio de fechamento da empresa. O documento foi enviado na última quinta-feira (23) ao gabinete do ministro, em Brasília (DF).

De acordo com a parlamentar, seu pedido foi fundamentado com base na lei referente ao Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto). “A lei federal foi criada em 2012 com o objetivo de apoiar o desenvolvimento tecnológico, a inovação, a segurança, a proteção ao meio ambiente, a eficácia energética e a qualidade dos veículos e das autopeças, inclusive com a fomentação do investimento na cadeia de fornecedores, o que é o caso da Schrader”, explica a vereadora, que aguarda resposta do ministério.

Outro lado
Em nota, a Schrader informou que os funcionários da fábrica em Jacareí foram notificados no dia 8 deste mês, quando a fábrica será fechada e a produção de válvulas, bem como a comercialização destes produtos e outros produtos de suporte e reparo a pneus será encerrada no final de outubro.

“A decisão de fechar a fábrica foi feita após uma cuidadosa análise dos custos associados à continuidade da operação. No final, os desafios operacionais e a baixa demanda dos clientes dificultaram a manutenção de uma operação competitiva em Jacareí. Adicionalmente à notificação aos funcionários, a companhia também informou aos clientes, fornecedores e o sindicato sobre estes planos”, diz a nota.

Ainda em nota, a Schrader informou que cumprirá todos os requerimentos legais aplicáveis que envolvam a parada da produção e fechamento da planta, “inclusive no que se refere ao pagamento do que está definido na lei brasileira para todos os funcionários desligados. Estamos também preparados para discutir com o sindicato benefícios adicionais aos funcionários”.

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