Vini Jr. denuncia racismo em jogo da Champions League contra Benfica
UEFA abre investigação para possível punição

Uma partida válida pelos playoffs da UEFA Champions League entre Real Madrid e Benfica, nesta terça‑feira (17), em Lisboa, ficou marcada por uma grave acusação de racismo que envolve o atacante brasileiro Vinícius Júnior. O episódio tem gerado forte repercussão no futebol mundial, com declarações de craques, pedidos de punição e uma investigação aberta pela entidade que rege o torneio.
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Acusação durante o jogo
O caso ocorreu logo após Vini Jr. marcar o gol da vitória do Real Madrid por 1 a 0 no Estádio da Luz, em Lisboa. Ao comemorar com uma dança, o brasileiro se envolveu em uma confusão com jogadores do Benfica, e acusou o meia argentino Gianluca Prestianni de ter feito um comentário racista contra ele — supostamente chamando‑o de “macaco”.
O árbitro francês François Letexier interrompeu o jogo — que já havia sido acirrado — por aproximadamente 10 minutos após acionar o protocolo antirracismo da Fifa, um procedimento com três etapas pensado para confrontos dessa natureza.
Protocolo antirracismo: como funciona
O protocolo antirracismo prevê três fases possíveis de ação quando há uma denúncia de discriminação em campo. No duelo entre Benfica e Real Madrid, apenas a primeira etapa foi ativada: o árbitro sinalizou a situação com o gesto padronizado e paralisou o jogo para tentar apaziguar os ânimos e iniciar a apuração dos fatos conforme o regulamento.
Reações dentro e fora de campo
A acusação provocou forte reação de colegas e figuras do futebol:
Kylian Mbappé saiu em defesa de Vini Jr., afirmando que teria ouvido o argentino insultar o brasileiro e pedindo o banimento de Prestianni da Champions League como resposta ao suposto racismo.
Ex‑jogador francês Thierry Henry afirmou que a situação é “solitária” para quem a vive e se solidarizou com o brasileiro, lembrando que esse tipo de episódio ainda persiste no futebol mesmo em 2026.
Clube Flamengo se manifestou, declarando apoio e defendendo que o racismo “não é parte do jogo”.
Além disso, personalidades de outras modalidades, como o piloto Lewis Hamilton, também enviaram mensagens de apoio público ao brasileiro.
Negativa e posição do Benfica
Prestianni, acusado de proferir a ofensa racista, negou as alegações e afirmou que houve um mal‑entendido. O jogador destacou que recebeu ameaças após a partida e defendeu‑se, dizendo que não proferiu as palavras racistas atribuídas a ele.
O técnico do Benfica, José Mourinho, optou por não tomar partido nas declarações conflitantes, responsabilizando Vini Jr. pela paralisação da partida e criticando a forma como o brasileiro comemorou o gol — sem negar ou confirmar que houve racismo.
UEFA abre investigação
Nesta quarta‑feira (18), a Union of European Football Associations (UEFA) se pronunciou oficialmente, informando que os relatórios oficiais da partida estão sob análise e que, caso seja registrado algo que leve a sanções disciplinares, as penalidades serão anunciadas posteriormente em seu site.
Desdobramentos e impacto
O episódio gerou intenso debate sobre o combate ao racismo no futebol. Vini Jr. publicou nas redes sociais duras críticas sobre a efetividade dos protocolos antirracismo e chamou os responsáveis por punir esse tipo de ato de “covardes”. A situação também reacendeu questionamentos sobre como as competições e entidades devem lidar com casos semelhantes no futuro para prevenir e punir inadequações raciais em estádios e dentro das quatro linhas.
O confronto segue com resultado de 1 a 0 para o Real Madrid, mas o retorno da partida no Santiago Bernabéu Stadium promete ser ainda mais tenso, com o tema do racismo dominando o discurso e a expectativa de que a investigação da UEFA traga um desfecho claro sobre a conduta do jogador acusado.
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