Violonista faz viagem pelo universo de Beethoven
Um surpreendente modo de se jogar novas luzes sobre o universo de Beethoven. Esta é a proposta do violonista Izhar Elias, holandês de 36 anos nascido em Amsterdã. Ele constrói uma viagem original e intimista pelo universo do autor no CD Adelaide – Beethoven and the Guitar (selo Brilliant, download US$ 9,99 em www.classicsonline.com). O violão…

Um surpreendente modo de se jogar novas luzes sobre o universo de Beethoven. Esta é a proposta do violonista Izhar Elias, holandês de 36 anos nascido em Amsterdã. Ele constrói uma viagem original e intimista pelo universo do autor no CD Adelaide – Beethoven and the Guitar (selo Brilliant, download US$ 9,99 em www.classicsonline.com).
O violão não é imediatamente associável ao nome de Ludwig van Beethoven. Sabe-se, no entanto, que ele conhecia e apreciava o instrumento. Além disso, seus contemporâneos fizeram arranjos de muitas de suas obras, pinçadas em gêneros tão diferentes como a sonata para piano, quartetos de cordas e canções como a célebre Adelaide, por exemplo.
O arranjo da canção de Beethoven que dá título ao CD, por exemplo, é de Nicholas Coste, violonista compositor do século 19. Outros arranjos de época incluem movimentos de dois quartetos: o andante com variações do quarteto n.º 5 do opus 18; e o andante con moto do quarteto Razumovsky n.º 3, opus 59, em arranjos para dois violões. Em Adelaide, Elias também toca com o violonista Fernando Corda. Os dois movimentos da sonata para piano n.º 12, opus 26, recebem arranjos diferentes: o maestro surge para violão solo; e o andante com variações é interpretado a dois violões.
A peça mais curiosa é um “potpourri para flauta e violão sobre temas de Beethoven” composto pelo editor Anton Diabelli (famoso por causa das Variações Diabelli de Beethoven). Aqui, o violão de Elias acompanha o violino de Zefira Valova.
A performance mais encorpada da gravação feita em abril de 2013 é a Serenata em Ré Maior Opus 8, que Beethoven escreveu pouco tempo depois de sua chegada a Viena, entre 1795 e 1797. Foi originalmente escrita para violino, viola e violoncelo.
Elias toca vários instrumentos, incluindo um raro violão “terz”, menor do que os convencionais e afinado uma terça menor acima, para produzir um som mais penetrante quando é ouvido ao lado de outros instrumentos, dos violões ao violino, como acontece nesta gravação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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