Visita ao líder na estreia de técnico é destaque no Especial sobre o São José 89

O diretor de futebol considerou que a equipe poderia ir mais além e promoveu uma troca de técnico lançando um ex-jogador

Escrito por: Jogando Juntos4 min de leitura
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Na Parte 6 do Especial Meon, sobre a histórica temporada do São José em 1989, destaque para uma troca de técnico que surpreendeu. Afinal, depois de 15 rodadas, o time joseense era o terceiro colocado da fase de classificação do Paulistão, atrás somente do líder Palmeiras e do vice-líder Corinthians.

Responsável pelo futebol do São José, o diretor Diede Lameiro justificou a troca dizendo que “o time, pela qualidade dos jogadores, era para estar na primeira colocação”. O dirigente acrescentou que considerava o técnico Waldemar Carabina “acomodado” com o que já vinha sendo alcançado.

Nos bastidores, Diede deixava transparecer que andava insatisfeito com o aproveitamento de dois reforços contratados para completarem o plano de um time ainda mais forte: o volante Delacir, vindo do Flamengo e o atacante Donizete, que mais tarde recebia o apelido de Pantera.

Para o lugar de Waldemar Carabina, Diede promoveu o ex-meio-campista Ademir Mello, o técnico da equipe de aspirantes. Em 89, todos os jogos tinham uma preliminar entre os dois times envolvidos. Valiam pelo paralelo Campeonato Paulista de Aspirantes.

Contra o líder

A estreia de Ademir Mello foi justamente contra o líder Palmeiras e fora de casa. No dia 3 de maio, uma quarta-feira, 21.726 pagantes estiveram no Pacaembu. Na preliminar, pelo Aspirantes, o São José venceu por 1 a 0. O gol surgiu aos 46 minutos do segundo tempo, quando o meio-campista Alemão fez excelente jogada e o centroavante Wilson Piracicaba chegou na frente do renomado zagueiro Dario Pereyra para finalizar.

Como a maioria dos jogadores joseenses já havia trabalhado com o técnico palmeirense Emerson Leão, que dirigiu o São José no Paulistão 88, a partida foi acirrada e com raras oportunidades de gol.

Aos 22 minutos do segundo tempo, em um passe aprofundado pela meia direita, o atacante Careca Bianchesi surgiu livre na área joseense e caiu quando o goleiro Luiz Henrique saiu para uma dividida.

O árbitro Luís Carlos Antunes, que tinha como assistentes Francisco Fernandes e Carlos Bruno Schiller, marcou pênalti e durante quase dois minutos ficou cercado e ouvindo protestos dos joseenses. Aos 24, na cobrança, o atacante Gaúcho deslocou o goleiro e fez o gol que definiu o resultado.

O São José, que aos 44 minutos teve o lateral-esquerdo João Luiz expulso por desrespeito ao árbitro, jogou com: Luiz Henrique; Marquinhos Capixaba, Juninho, André Luís e João Luiz; Fabiano, Henrique (Donizete) e Vander Luiz; Tonho, Toni e Marcinho. Ficaram no banco: Pedro Paulo, Marcelo, Bira e Tita.

O Palmeiras, do técnico Leão: Velloso; Edson Boaro, Toninho Cecílio, Nenê e Abelardo; Lino, Gerson Caçapa e Edu Manga; Careca Bianchesi, Gaúcho (André) e Neto (Bandeira).

Reabilitação

Para continuar na terceira colocação, o São José precisava da vitória na partida seguinte e conseguiu a reabilitação. No dia 6 de maio, um sábado, foi visitar o Juventus pela 17ª rodada e venceu por 2 a 1.

Com apenas 982 torcedores pagantes do estádio da Rua Javari, o São José jogou com personalidade e marcou 1 a 0 com o artilheiro Toni, aos 21 minutos. No segundo tempo, ampliou com Vander Luiz, aos 9. Depois, ao levar um gol do zagueiro Carlinhos, aos 30, teve competência para conter a pressão juventina.

O time joseense, do técnico Ademir Mello, jogou com: Luiz Henrique; Marquinhos Capixaba, Juninho, André Luís e Joãozinho; Fabiano, Tita e Vander Luiz; Donizete, Toni e Marcinho (Serginho).

O Juventus, do técnico Deodoro: Cossa; Jairo, Carlinhos, Índio e Denilson; Sérgio, Betinho e Luís Antônio (Carlos Alberto); Claudinho, Marquinhos e Silva (Ricardo Vieira).

O árbitro foi Oscar Roberto Godoy, com os assistentes Atílio Guedes Campos Júnior e Francisco Feitosa Benedito.

Grande jogo

Pela 18ª rodada, no dia 14 de junho, um domingo, o São José teve uma das suas grandes atuações no campeonato. Recebendo o também ousado Bragantino, contou com o apoio de 7.404 pagantes para mais uma vitória por 1 a 0.

O gol que decidiu a partida surgiu em uma arrojada ação ofensiva, aos 13 minutos do segundo tempo. Na área, Donizete percebeu que seria bloqueado no chute por um zagueiro e passou na medida para o artilheiro Toni finalizar.

O São José, na primeira partida em casa com o técnico Ademir Mello: Luiz Henrique; Marquinhos Capixaba, Juninho, André Luís e Joãozinho; Fabiano, Tonho (Henrique) e Vander Luiz; Donizete, Toni e Marcinho. Permaneceram no banco: Pedro Paulo, Bira, Delacir e Tita.

O Bragantino, do técnico Vanderlei Luxemburgo: Paulo César; Gil Baiano, Nei Pandolfo, Jandilson e Biro Biro; Souza (Galo), Ivair e Gatãozinho (Claudinho Gaúcho); Valmir, Zé Rubens e Luís Muller.

O árbitro foi Nilton Carlos Busnello, com os assistentes Jorge Luís Capoccia e José Aparecido Pereira.

Mais adiante, na Parte 7, voltaremos com os três últimos jogos do São José pela fase de classificação. Até lá.

Acervo do Museu do Esporte/PMSJC
Tita, Toni e Vander Luiz (Acervo do Museu do Esporte/PMSJC)
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