“Vivemos mais intensamente essa seca”, avalia artesã de S. José
Márcia avalia em nome de todas as donas de casa, o melhor e o pior de 2014


Marcia Liao e família em São José
Reprodução/Facebook
O ano de 2014 chega ao fim, mas deixa sua marca em cada um e também em toda a Região Metropolitana do Vale do Paraíba. O Meon ouviu algumas personalidades da região, que traçaram uma retrospectiva tanto pessoal, quanto política e econômica deste ano.
Nesta sexta-feira (2), convidamos uma das personagens de nossas reportagens, a dona de casa e artesã Márcia Liao, de São José dos Campos, para também contar como foi para ela e sua família o ano de 2014, que terminou esta semana.
Márcia vive na região norte de São José. Mãe de três filhos é artesã, vive do trabalho das mãos e ainda daquilo que tira da terra. Com uma banca onde vende bijuterias e bolsas de couro no centro da cidade e o trabalho de jardinagem feito pelo marido, a família atravessou 2014 driblando momentos de dificuldade financeira e sofrendo muito com a estiagem.
“Vivemos uma proposta de vida diferente, plantamos, dependemos de água da mina e quando a seca veio, ficamos sem água, vimos nossas plantas morrerem, foi muito difícil”, conta Márcia.
Como avalia 2014?
Foi um ano muito bom, apesar das correrias. Em 2014 fiquei mais empolgada, com a valorização da arte, teve mais feiras de artesanato e participei de mais eventos que foi muito bom. Acredito que na política foi um ano bem confuso, a questão da falta de água, o clima que está totalmente maluco, são tantas coisas que nos chamaram a atenção. O melhor acontecimento de 2014 para gente foi a chuva, porque onde moramos mechemos muito com plantas e dependemos de água de mina e ela secou completamente, ficamos sem água nenhuma em casa. Então sentimos muito na pele a falta que a água faz. A gente viveu mais intensamente essa seca.
E para sua cidade, como acha que foi o ano que passou?
Em São José dos Campos aconteceram tantas coisas, tantos protestos e eu acho tudo isso muito importante, mas acredito que tem tanta gente preocupada com tudo isso, que eu me limitei a certos assuntos, me preocupo mais em levar uma vida tranquila, tentando educar meus filhos pra não ser mais um número no futuro de decepção.
Qual a sua expectativa para 2015?
Pessoalmente é que as coisas melhores, que a gente consiga trabalho, terminar a casa e fazer muitas coisas que queremos fazer. Para São José dos Campos espero que tenhamos mais tranquilidade, menos violência, mais eventos culturais. Esse ano aconteceram muitas coisas legais e interessantes na área de valorização dos artesãos, mas agora espero que melhore cada vez mais, não só para mostrar nosso trabalho, mas também eventos culturais para que possamos levar as crianças. É isso.
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