Volks de Taubaté suspende contrato de 250 trabalhadores e anuncia férias

Segundo sindicato, montadora pretende dar férias para todos funcionários

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20140805_up_volkswagen_taubate_divulgacao

Segundo sindicato, montadora pretende dar férias para todos funcionários

Divulgação

A Volkswagen vai suspender temporariamente o contrato de 250 funcionários e dará férias coletivas para todos os trabalhadores da planta de Taubaté. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região.

De acordo com o sindicato, a partir desta terça-feira (17), 250 funcionários entrarão no regime de layoff -suspensão temporária dos contratos, que pode durar de dois a cinco meses. Já as férias coletivas vai atingir todos os cerca de 5 mil funcionários da unidade de Taubaté por 20 dias a partir do dia 30 deste mês.

De acordo com o sindicato, dos trabalhadores que entrarão em layoff, 210 são do grupo que está em férias coletivas desde 23 de fevereiro. Esses funcionários voltariam ao trabalho na segunda-feira (16). Ainda segundo o sindicato, foi negociado a garantia do emprego do grupo do layoff.

A Volkswagen de Taubaté vem tomando outras ações para enfrentar a crise do setor automobilístico. A montadora decidiu no início de fevereiro deste ano, suspender a produção por tempo indeterminado no terceiro turno na unidade. Com isso, os cerca de 1,7 mil trabalhadores do período foram transferidos para o primeiro e segundo turnos.

A unidade de Taubaté era a única das quatro plantas que a multinacional alemã mantém no país que ainda tinha o terceiro turno de produção.

No ano passado, a empresa também já tinha adotado férias coletivas para um grande grupo de funcionários, deixando 4,5 mil trabalhadores por dez dias nas férias coletivas.

A produção diária da planta de Taubaté é de cerca de 400 unidades do Voyage, 70 do Gol e 500 do Up, modelo lançado em 2014.

GM
Na unidade da GM (General Motors) em São José dos Campos também foi implantado um layoff. No início desta semana, 473 trabalhadores do complexo industrial joseense tiveram seus contratos temporariamente suspensos. Os funcionários incluídos na listagem vão ficar afastados por cinco meses das atividades e vão ter três meses de estabilidade no emprego.

Publicado em: