Wada adota novo programa de auditoria contra doping e, após Brasil, visita Índia
Com o objetivo de apertar o cerco na luta contra o uso de substâncias proibidas no esporte, a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) criou um novo programa de auditoria para monitorar os países que não estão em conformidade com o código mundial. E o Brasil é um deles. Nos dias 22 e 23 de março, a Autoridade Brasileira de Controle…

Com o objetivo de apertar o cerco na luta contra o uso de substâncias proibidas no esporte, a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) criou um novo programa de auditoria para monitorar os países que não estão em conformidade com o código mundial. E o Brasil é um deles. Nos dias 22 e 23 de março, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), órgão federal atrelado ao Ministério do Esporte, recebeu os oficiais da organização. A próxima parada será na Índia ainda este mês.
“O programa de auditoria é um ponto central do sistema de monitoramento da Wada, que traz a maior inovação já vista nos programas de controle antidoping e tem como objetivo estabelecer um novo padrão de qualidade no combate ao doping em todo o mundo”, explicou o órgão, que conduziu uma auditoria no Quênia em dezembro de 2016.
No mês passado, a direção e os funcionários da área operacional da ABCD foram entrevistados pelos oficiais da Wada. “O objetivo da auditoria é encontrar os parâmetros ligados aos motivos pelos quais a Nado (Organização Nacional Antidopagem) ficou em não conformidade e analisar o que está sendo feito, por meio de conversa com os colaboradores, para regular a Nado ao que preceitua a Wada”, justificou o Ministério do Esporte. O resultado prático da ação até o momento foi o desenvolvimento de um relatório de avaliação para que a ABCD esteja de acordo com o que preconiza a agência mundial.
Desde 20 de novembro de 2016, a ABCD está impedida de atuar por ter sido declarada em não conformidade com o Código Mundial Antidoping. Em fevereiro, o secretário Rogério Sampaio disse à reportagem do Estado que esperava que a situação fosse resolvida no mês seguinte, mas evitou estabelecer uma data. A Wada também não deu um prazo para que a ABCD seja recredenciada.
“A última exigência da Wada foi finalizada em 23 de março com a divulgação no Diário Oficial da União o Regimento Interno do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem – TJD-AD. A expectativa é de que, em breve, a Wada declare o Brasil em conformidade com seu código mundial”, afirmou o Ministério do Esporte.
ENTENDA O CASO – Antes de adotar este novo programa de auditoria, a Wada colocou o Brasil, em 2015, em uma “lista de observação” e exigiu a criação de tribunal único e independente para julgar casos de doping.
A suspensão provisória do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) determinou a substituição de Marco Aurelio Klein por Rogério Sampaio como secretário nacional da ABCD. E, após ameaças, a Wada anunciou em 2016 que o País não estava em conformidade com o Código Mundial Antidoping e descredenciou a ABCD.
O Brasil enviou o regimento interno da Justiça Desportiva Antidopagem (JAD) para análise da Wada e aguarda o recredenciamento da ABCD.
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