Wimbledon eleva premiação em 11,8% e indica que adotará relógio de saque em 2020
A organização de Wimbledon anunciou nesta terça-feira que o Grand Slam realizado em Londres terá um aumento de 11,8% em sua premiação em relação ao valor total que foi pago aos tenistas na edição de 2018. O CEO do tradicional torneio inglês, Richard Lewis, confirmou que serão distribuídas 38 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 193…

A organização de Wimbledon anunciou nesta terça-feira que o Grand Slam realizado em Londres terá um aumento de 11,8% em sua premiação em relação ao valor total que foi pago aos tenistas na edição de 2018. O CEO do tradicional torneio inglês, Richard Lewis, confirmou que serão distribuídas 38 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 193 milhões) ao total na competição, que ocorrerá entre os dias 1º e 14 de julho.
Com a elevação confirmada, os campeões das chaves masculina e feminina de simples de Wimbledon receberão 2,35 milhões de libras (aproximadamente R$ 11,9 milhões) cada, sendo que no ano passado o sérvio Novak Djokovic e a alemã Angelique Kerber embolsaram 2,25 milhões de libras cada ao triunfarem e erguerem a taça destas duas disputas. Isso representou 4,4% de aumento em relação ao valor que estes dois tenistas ganharam.
Vale destacar também o fato de que o valor pago aos jogadores que forem eliminados na primeira rodada dos torneios de simples subiu 15%. Com isso, mesmo quem for derrotado na estreia vai garantir um cheque de 45 mil libras (cerca de R$ 288 mil).
E a quantia distribuída nas chaves masculina e feminina de duplas de Wimbledon será 14,2% maior do que a paga em 2018, assim como a premiação da disputa de parcerias mistas do Grand Slam foi elevada em 6,2%.
Apesar dos números expressivos confirmados nesta terça-feira, o grande evento na capital não é o Grand Slam que mais bem recompensa os seus tenistas. Essa condição segue sendo proporcionada pelo US Open, realizado em Nova York, onde na edição de 2018 foram distribuídos US$ 53 milhões (aproximadamente R$ 208 milhões, pela cotação atual).
Porém, Wimbledon está à frente do Aberto da Austrália, que neste ano teve premiação total de US$ 43 milhões (algo em torno de R$ 169 milhões, hoje), e de Roland Garros, que em março anunciou que a sua próxima edição, marcada para ocorrer em Paris entre 26 de maio e 9 de junho, pagará 42,6 milhões de euros (cerca de R$ 187 milhões).
RELÓGIO DE SAQUE – Também nesta terça-feira, Richard Lewis indicou que é “altamente provável” que a partir da edição de 2020 do torneio britânico seja adotado o relógio de saque, que estabelece um limite de tempo de 25 segundos para o tenista executar o serviço entre um ponto e outro de uma partida.
Essa novidade fez a sua estreia em um Grand Slam na edição do ano passado do US Open e o CEO de Wimbledon ressaltou que a introdução deste relógio não significaria “uma mudança de regra, mas apenas um dispositivo visível em quadra para que esta regra seja controlada” pelos juízes.
Com a novidade, o jogador que estourar o tempo para fazer o seu saque recebe um alerta na primeira vez que isso ocorrer. E na segunda violação que um tenista cometer a arbitragem avalia se a mesma deverá ou não resultar em uma punição.
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