Dia do Aviador: três histórias mostram a paixão por voar e a evolução da aviação brasileira
Associados do INVOZ compartilham experiências nas áreas militar, comercial e esportiva e destacam as mudanças tecnológicas e os desafios da profissão

Celebrado em 23 de outubro, o Dia do Aviador destaca a importância dos profissionais que contribuem para o desenvolvimento da aviação brasileira. Para marcar a data, a Associação INVOZ reuniu as histórias de três associados que construíram trajetórias em diferentes modalidades: a aviação militar, o transporte comercial de passageiros e o voo esportivo.
O major-brigadeiro Bhering, o comandante Nilson Chaves e o engenheiro aeronáutico Emilio Matsuo compartilham experiências que atravessam décadas de transformações tecnológicas. Apesar dos caminhos distintos, os três têm em comum a dedicação à atividade, a preocupação com a segurança e o interesse pela evolução das aeronaves e dos sistemas de voo.
Major-brigadeiro Bhering acompanhou a modernização da aviação militar
Com 4.700 horas de voo, sendo 2.400 em aeronaves de caça, o major-brigadeiro Bhering construiu uma carreira marcada por missões operacionais, instrução de pilotos e funções de comando na Força Aérea Brasileira (FAB).
O interesse pela aviação surgiu ainda na juventude, influenciado pelo pai, que era militar e piloto civil, e pelo contato com o aeroclube de Ribeirão Preto, no interior paulista.
Ao longo da carreira, Bhering pilotou diferentes modelos de aeronaves e participou da implantação de sistemas operacionais, acompanhando a modernização da FAB. Também esteve à frente do Museu Aeroespacial, no Rio de Janeiro, onde contribuiu para a ampliação do acervo e a renovação dos espaços expositivos.
Entre as lembranças mais marcantes está o primeiro voo solo, experiência que, segundo ele, permanece na memória dos pilotos. Bhering também destaca a diferença entre os recursos disponíveis no início de sua carreira e a tecnologia presente nas aeronaves atuais.
Na avaliação do major-brigadeiro, os avanços tecnológicos ampliaram a capacidade de atuação dos pilotos, que passaram a lidar também com sistemas cada vez mais complexos. Apesar das mudanças, a motivação para voar continua presente.
Comandante Nilson Chaves participou de diferentes fases da aviação comercial
A trajetória do comandante Nilson Chaves reúne experiências na aviação militar de transporte, na aviação comercial e na indústria aeronáutica.
Ele ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) em 1971 e, posteriormente, atuou no 1º Esquadrão de Transporte Aéreo (ETA), ligado ao Correio Aéreo Nacional, serviço que teve papel importante na integração de diferentes regiões do Brasil.
Na aviação comercial, comandou aeronaves Bandeirante na TABA e, depois, voou modelos Boeing 727-200, 737 e 767 na Transbrasil, além do Fokker 100 na TAM.
Em 2003, ingressou na Embraer e participou da etapa de finalização do projeto dos E-Jets, acompanhando também a entrega das primeiras aeronaves dessa família a clientes internacionais.
Com mais de 20 mil horas de voo entre aeronaves e simuladores, Chaves ressalta que a automação transformou a rotina dos profissionais, mas também exige atualização constante e preparo para situações inesperadas.
Para ele, a formação de novos pilotos deve incluir o desenvolvimento de competências sólidas para lidar com falhas e desafios operacionais, mesmo em aeronaves equipadas com sistemas avançados.
Engenheiro da Embraer encontrou no voo esportivo um hobby
A terceira história é a de Emilio Matsuo, engenheiro aeronáutico que trabalhou por 38 anos e meio na Embraer, com atuação no desenvolvimento de produtos, novas tecnologias e gestão de programas.
A decisão de aprender a pilotar surgiu do interesse em compreender melhor o comportamento das aeronaves e a aplicação prática de conceitos como aerodinâmica, desempenho, qualidade de voo e funcionamento dos sistemas embarcados.
Matsuo escolheu a aviação motorizada na categoria aerodesportiva, modalidade que permitiu conciliar o aprendizado com sua experiência profissional. Com pouco mais de mil horas de voo, ele mantém a atividade como lazer.
O engenheiro conta que, no início, a motivação era aprofundar o conhecimento sobre as aeronaves como sistemas integrados e entender como as funcionalidades de bordo ajudam a reduzir a carga de trabalho do piloto. Com o tempo, a experiência também passou a representar uma oportunidade de aproveitar o prazer de voar.
Ele destaca ainda os avanços na aviação esportiva, com aeronaves de melhor desempenho, aerodinâmica mais eficiente, sistemas modernos e redução de peso.
Dia do Aviador destaca conhecimento, segurança e inovação
As experiências dos três associados do INVOZ mostram diferentes formas de atuação na aviação brasileira. Enquanto a carreira militar envolve missões operacionais e defesa do espaço aéreo, a aviação comercial conecta cidades e países, e o voo esportivo permite explorar a atividade também como lazer.
Em comum, as trajetórias ressaltam a importância da preparação técnica, da responsabilidade e da atualização profissional diante das mudanças tecnológicas.
O Dia do Aviador também marca a contribuição de pilotos, engenheiros e demais profissionais para o desenvolvimento do setor aeronáutico brasileiro, que reúne formação especializada, pesquisa e inovação.
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