São Paulo pode registrar mais de 20 mil novos casos de câncer de mama por ano

Projeção do INCA para o período de 2026 a 2028 reforça a importância da mamografia, do rastreamento e da identificação precoce da doença

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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O estado de São Paulo deve registrar cerca de 20.820 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, segundo a publicação Estimativa 2026: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A projeção corresponde a uma taxa de 87,34 casos para cada 100 mil mulheres. Na capital paulista, são esperados 5.840 novos diagnósticos anuais.

O câncer de mama é o tipo de tumor mais frequente entre as mulheres, quando desconsiderados os casos de câncer de pele não melanoma. Diante desse cenário, a campanha Outubro Rosa chama a atenção para a prevenção, o rastreamento e a importância de procurar atendimento diante de alterações suspeitas.

Segundo Fernanda Ingrid Toledo Santos, coordenadora de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, conhecer o próprio corpo e buscar orientação profissional diante de mudanças nas mamas são atitudes importantes para favorecer o diagnóstico oportuno.

“O câncer de mama pode se desenvolver sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, é importante que as mulheres mantenham o acompanhamento de saúde e estejam atentas a alterações nas mamas. Identificar um sinal suspeito e buscar avaliação profissional o quanto antes pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento”, explica.

Mamografia é importante mesmo sem sintomas

A mamografia é um dos principais exames utilizados no rastreamento do câncer de mama e pode identificar alterações antes que a mulher perceba sinais da doença.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento populacional para mulheres de 50 a 74 anos, com mamografia a cada dois anos. A avaliação individual também é importante para considerar fatores de risco e histórico familiar.

A Enfermagem tem papel importante nesse processo, com orientações sobre os exames, identificação de sinais de alerta, encaminhamento para investigação e acompanhamento das pacientes.

“O enfermeiro desempenha um papel essencial na promoção da saúde da mulher, por meio da educação em saúde, da consulta de enfermagem, da identificação de sinais de alerta e do encaminhamento oportuno para investigação diagnóstica. Nosso compromisso é promover um cuidado integral, humanizado e fundamentado em evidências científicas”, afirma Fernanda.

Quais são os sinais de alerta do câncer de mama?

Entre as alterações que merecem atenção estão:

  • Nódulo nas mamas ou nas axilas;
  • Mudanças na pele da mama, como vermelhidão ou aspecto semelhante à casca de laranja;
  • Alterações no formato ou no tamanho da mama;
  • Retração do mamilo;
  • Saída espontânea de secreção anormal pelo mamilo.

Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas devem ser avaliados por um profissional de saúde. A ausência de dor também não descarta a possibilidade de uma alteração que precise ser investigada.

De acordo com o INCA, o nódulo é a principal manifestação percebida pelas próprias mulheres e está presente em aproximadamente 90% dos casos em que a doença é identificada pela paciente.

“Nem toda alteração significa um diagnóstico de câncer, mas toda alteração suspeita nas mamas deve ser avaliada por um profissional de saúde, mesmo quando não há dor ou outros sintomas associados. A avaliação médica permite identificar a causa e, quando necessário, solicitar exames complementares. O mais importante é não adiar a procura por atendimento”, orienta a professora.

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