Juros avançam com dólar a R$ 3,50, T-Note 10 anos acima de 3% e risco Lula
Os juros futuros operam em alta firme nesta quarta-feira, 25, pressionados pelo dólar forte ante o real e no exterior em meio a novo avanço dos juros dos Treasuries acima dos 3% ao ano nesta manhã. segundo profissionais de renda fixa consultados pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), principalmente as taxas mais…

Os juros futuros operam em alta firme nesta quarta-feira, 25, pressionados pelo dólar forte ante o real e no exterior em meio a novo avanço dos juros dos Treasuries acima dos 3% ao ano nesta manhã. segundo profissionais de renda fixa consultados pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), principalmente as taxas mais longas reagem ainda à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de tirar do juiz Sérgio Moro a delação da Odebrecht sobre o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e à pesquisa Ibope mostrando Lula na liderança entre eleitores do Estado de São Paulo.
A pesquisa, divulgada pela TV Bandeirantes, traçou quatro cenários. Num deles Lula, com o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o ex-presidente aparece com 20%; seguido por Bolsonaro e Alckmin (14%); e Joaquim Barbosa (PSB) e Marina Silva (Rede) empatados em 9%. Meirelles tem 0%. No cenário com o presidente Michel Temer (MDB), Lula tem 22%; Bolsonaro 14% e Alckmin 12%. Temer tem 1%. Sem Lula, Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com Alckmin nos dois cenários.
Às 9h50, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 exibia 6,265%, na máxima, de 6,229% no ajuste de terça-feira. O DI para janeiro de 2020 subia a 6,97%, de 6,92%, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 avançava a 8,02%, de 7,94% no ajuste anterior. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2023 subia a 9,33%, de 9,21% no ajuste de terça. No câmbio, o dólar à vista estava em alta de 0,85%, aos R$ 3,5002. O dólar para maio subia 0,71%, aos R$ 3,50.
Mais cedo foi divulgado que o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) ficou em 0,28% em abril, mostrando aceleração ante a alta de 0,23% registrada em março. O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 0,1 ponto em abril ante março, alcançando 82,0 pontos. Pela métrica trimestral, o índice também variou negativamente (-0,2 ponto), depois de oito meses consecutivos de alta.
Já o Índice de Confiança do Comércio (Icom) teve ligeira queda de 0,1 ponto na passagem de março para abril, para 96,7 pontos. O resultado representa o primeiro recuo após sete meses seguidos de crescimentos.
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