Paulo Gonçalves: “É mais fácil pilotar um Boeing que comandar uma equipe de Rugby”
Ele é português, tem 41 anos, e está há cerca de 45 dias no comando do São José Rugby. Paulo Jorge Ferreira Gonçalves quer levar o rugby da cidade para um outro patamar: “temos condições de imprimir um modelo mais profissional”. Como jogador ele vestiu as camisas do Manchester Rugby Club e do Benfica, onde foi capitão por 12 anos e campeão nacional e ibérico pelo clube.


Paulo Gonçalves é o novo treinador do São José Rugby
Divulgação
Ele é português, tem 41 anos, e está há cerca de 45 dias no comando do São José Rugby. Paulo Jorge Ferreira Gonçalves quer levar o Rugby da cidade para um outro patamar: “temos condições de imprimir um modelo mais profissional”. Como jogador ele vestiu as camisas do Manchester Rugby Club e do Benfica, onde foi capitão por 12 anos e campeão nacional e ibérico pelo clube. Na seleção de Portugal foi campeão europeu nas modalidades de XV e 7’s.
Como treinador, tem passagens pelo Benfica, inclusive com dois títulos o do Milão 7’s e do Manchester 7’s, além de comandar a seleção portuguesa de Beach Rugby. Além de ser um profissional dedicado, Paulo Gonçalves tem paixão pela aviação. Ele que já foi piloto de Boeing conta que “é mais fácil pilotar que comandar uma equipe”. Nessa entrevista ao Meon, ele fala sobre as expectativas e o trabalho que terá à frente do São José Rugby.
Para o torcedor de São José te conhecer melhor, quem é Paulo Jorge Ferreira Gonçalves?
Eu sou um português que vivi 16 anos no Rio de Janeiro. Vim para o Brasil com dois meses e fiquei por aqui até os 16 anos. Depois voltei pra Portugal, passei um tempo na Inglaterra e depois retornei ao meu país de nascença. Agora, 25 anos depois, estou de volta ao Brasil.
Você assume uma equipe que nos últimos 12 anos acumula oito títulos nacionais e nove campeonatos estaduais, como comandar um time multi-campeão?
É um trabalho que eu tenho que enaltecer, um trabalho muito bem feito anteriormente, é uma equipe bem montada. Eu não sinto nenhum tipo de responsabilidade e acredito que o time terá todas as condições de continuar nesse caminho vitorioso. Estamos sim no sentido certo, mas passando ainda por uma fase de adaptação, eu com eles e eles comigo. Até agora temos nos dado muito bem e com uma troca de experiência muito grande. No final teremos um resultado muito legal.
Quais as expectativas para essa temporada?
A expectativa é trazer um modelo mais profissional ao rugby de São José. Vamos treinar mais vezes por semana, com uma intensidade maior, que se aproxime de uma equipe de esporte profissional. Hoje o rugby ainda é amador, mas temos condições de imprimir esse novo modelo.
O rugby brasileiro ainda caminha para se tornar uma grande potência do esporte. Você que viveu o rugby europeu em toda sua carreira, como vê o Brasil e o que falta para o país estar entre os grandes?
Eu acho que o fator mais gritante está no quesito de organização interna. Acho que a questão não pode ser vista como comparativo, o problema é que o Brasil ter que se organizar melhor,tem que ter uma competição mais forte dentro do país para depois pensar em transformar em uma potência. Tem atleta para isso, os jogadores gostam do rugby, o esporte tem muito a ver com o brasileiro, mas falta uma competição forte no país. Eu penso que dentro do resultado dessa competição é que vai transformar uma seleção forte e a partir daí trazer resultados positivos para o Brasil.
Você tem uma curiosidade na sua carreira. Além do rugby você já foi piloto de avião, inclusive já conduziu um modelo Boeing-737. Como foi essa experiência?
Desde 2009 eu piloto aviões e eu ainda tenho a licença para pilotar, não só Boeing mas qualquer tipo de aeronave. É um trabalho simples, diria que é mais fácil pilotar um Boeing do que uma equipe de rugby, já que na aeronave a gente aperta um botão e está tudo certo. Na equipe são vários botões, que são os jogadores, e muitas vezes eles têm vontade própria e por isso é muito mais difícil.











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