A segunda metade da vida

A segunda metade da vida não é um tempo de esperar

Escrito por: Pricila de Fátima Alves1 min de leitura
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Vivemos em uma sociedade que celebra a juventude e, muitas vezes, trata o envelhecimento como um tempo de perdas. Mas e se fosse justamente o contrário?

Carl Gustav Jung acreditava que a primeira metade da vida é dedicada a construir quem parecemos ser: estudamos, trabalhamos, constituímos família, assumimos papéis e responsabilidades. Já a segunda metade nos convida a uma tarefa diferente: descobrir quem realmente somos.

Talvez por isso tantas mulheres, depois dos 50 ou 60 anos, sintam nascer perguntas que antes pareciam não ter espaço. “E agora?” “O que desejo para mim?” “O que ainda posso viver?”

Essas perguntas não revelam um fim. Revelam um novo começo.

O verdadeiro salto acontece quando deixamos de olhar para a idade como limite e passamos a enxergá-la como liberdade para escrever novos capítulos. Nunca é tarde para aprender, criar, cuidar da mente, fortalecer vínculos, encontrar propósito ou realizar antigos sonhos.

A segunda metade da vida não é um tempo de esperar. É um tempo de florescer.

E talvez o maior salto seja descobrir que ainda há muito de nós esperando para nascer.

Pricila de Fátima Alves
Pricila de Fátima Alves

Além do Salto

Pricila de Fátima Alves é psicanalista, educadora e especialista em desenvolvimento humano. Atua na formação de profissionais da educação e no desenvolvimento de metodologias voltadas à aprendizagem, cognição e desenvolvimento integral. Atualmente, coordena projetos pedagógicos na área de Neuroeduca…

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