Acordo assinado pela GM previa nova linha de produção até julho

Montadora tinha se comprometido a instalar nova linha e contratar 2.500

Escrito por: Eliane Mendonça3 min de leitura
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O presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá

Arquivo/Meon

Acordo firmado em 2013 pela General Motors com o Sindicato dos Metalúrgicos previa a implantação de um novo projeto automotivo na planta de São José dos Campos, com investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões e criação de 2.500 postos de trabalho. A produção do novo modelo, segundo esse acordo, acontereria este ano.

Durante reunião com os vereadores, que aconteceu na última quarta-feira (10), o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, lembrou a existência desse acordo.

O Meon teve acesso à íntegra do acordo, que estipulava, inclusive, o valor de R$ 1.700 como base salarial para os futuros novos contratados.

Segundo o Sindicato, na época, até a Prefeitura Municipal se envolveu nas negociações, comprometendo-se a conceder isenção fiscal à empresa e até mesmo a ceder um terreno para a construção de um complexo industrial.

“A GM conseguiu todas as condições que queria e, agora, tem uma dívida com a cidade. É dever dos vereadores cobrar que este acordo seja colocado em prática”, afirmou Macapá.

A GM foi procurada pelo Meon, mas informou que não comentaria o assunto.

Impasse

Sindicato e montadora estão num impasse, desde o final de março, por conta da negociação do layoff para 1.600 funcionários. De um lado, a montadora alega que precisa suspender os contratos por um período, por conta da baixa nas vendas. De outro, o Sindicato diz estar aberto às negociações mas exige a garantia de estabilidade dos trabalhadores, como condicionante para a assinatura do acordo.

Em reunião no TRT na última terça-feira (9), a GM pediu prazo de 48 horas para apresentar uma nova proposta. Prazo terminou ontem.

No final do mês passado, a montadora já deu sinais de endurecimento do discurso: enviou comunicado aos funcionários ameaçando demitir os 1.600 trabalhadores considerados excedentes caso o acordo de layoff seja rejeitado.

Em meio ao impasse, a GM programou paradas na unidade para “adequar” o volume de produção à demanda do mercado.

Foram quatro folgas (conhecidas ‘day off’) nas duas últimas semanas e mais quatro estão programadas para esta –a primeira delas foi concedida nesta terça-feira para os trabalhadores do primeiro e segundo turnos das linhas S10, estamparia, injetoras e CCM.

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