AEB discute uso de satélites para estudos de recursos hídricos

Com o objetivo de contribuir com a ANA (Agência Nacional de Águas), a Agência Espacial Brasileira promoveu um encontro para discutir viabilidades e alternativas de melhorar a coleta de dados hidrometereológicos por meio dos satélites desenvolvidos pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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AEB, Inpe e ANA discutem melhorias em coleta de dados hidrometereológicos

Divulgação/AEB/Valdivino Jr

Com o objetivo de contribuir com a ANA (Agência Nacional de Águas), a Agência Espacial Brasileira promoveu um encontro para discutir viabilidades e alternativas de melhorar a coleta de dados hidrometereológicos por meio dos satélites desenvolvidos pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A reunião, que teve também a participação de representantes de empresas do setor aeroespacial, teve a participação dos presidentes da AEB, José Raimundo Coelho, e da ANA, Vicente Andreu Guillo. O encontro foi realizado na última terça-feira (15), em Brasília.

Para eles, é de vital importância que o país obtenha cada vez mais ferramentas que permitam não só ampliar o planejamento de recursos naturais, como diminuir os efeitos, em maior escala, de fenômenos como seca e chuva.

Os primeiros entendimentos para um serviço de satélites para coletar dados e reforçar a rede hidrometeorológica nacional se iniciaram em 2012, quando foi criado um grupo de trabalho formado pelas duas agências e o Inpe. Para as instituições, o uso de sistemas espaciais é imprescindível para coletar dados em áreas geográficas de difícil acesso.

Com o uso de satélites pode-se avaliar, com rapidez e razoável precisão, eventos dependentes das mudanças meteorológicas relativas à variação do tempo, especificando-se com precisão sua localização geográfica.

Iniciativas
O presidente da AEB disse ser muito importante que os usuários dos serviços de satélites apresentem necessidades e sugestões para o corpo técnico das instituições que desenvolvem tecnologias espaciais e fazer dessa iniciativa uma parte do segmento industrial.

Guillo, por sua vez, lembrou ser necessário atrair outros parceiros para a proposta, o que ajudaria a fortalecer os projetos. Para ele, a atual rede de coleta de dados presta um bom serviço ao país, mas poderia ser mais completa, evitando que fenômenos mais intensos como a atual seca no Nordeste e as enchentes no Sul tenham seus sinais detectados e avaliados com antecedência.

O encontro discutiu ainda algumas propostas de configurações de satélites, cargas úteis, tecnologias e órbitas. Todo esse conjunto de questões vai ser formatado num relatório a ser analisado em breve num próximo encontro.

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