Afastada, ex-secretária de Aparecida continua recebendo salários
Prestes a completar dois meses de afastamento da Prefeitura de Aparecida, a ex-secretária de Educação Nazareth Carlota de Castro continua recebendo normalmente seus salários de R$ 4.014 por mês. A ex-secretária é investigada por supostas irregularidades em licitações e execução de obras, sendo afastada em 6 de agosto por determinação do MP (Ministério Público). O governo do prefeito Márcio Siqueira (PSDB) aguarda os resultados das investigações.


Márcio Siqueira (PSDB) afirma que determinação não suspende salário
Flávio Pereira/Meon
Prestes a completar dois meses de afastamento da Prefeitura de Aparecida, a ex-secretária de Educação Nazareth Carlota de Castro continua recebendo normalmente seus salários de R$ 4.014 por mês. A ex-secretária é investigada por supostas irregularidades em licitações e execução de obras, sendo afastada em 6 de agosto por determinação do MP (Ministério Público). O governo do prefeito Márcio Siqueira (PSDB) aguarda os resultados das investigações.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a administração atendeu a uma solicitação da Justiça, que encaminhou ofício ao governo apontando o afastamento. Ainda afirma que a ex-secretária não foi exonerada. Foi nomeada para o cargo, interinamente, a educadora Maria Aparecida Parra.
“Conforme ofício recebido pela prefeitura no ato do afastamento, a determinação para o afastamento da secretária se dá na condição de ‘sem prejuízos dos vencimentos’, ou seja, uma vez que ela não foi exonerada, mas encontra-se afastada por determinação judicial para apuração de supostas regularidades, não há prejuízo dos vencimentos”, informa nota da prefeitura.
Defesa
Em entrevista a uma rádio local, o advogado da ex-secretária afirma que o recebimento dos salários foi uma definição da Justiça. “O afastamento foi determinado por uma decisão judicial, sem prejuízo da remuneração. A professora Nazareth está recebendo os vencimentos por determinação e até lá estamos aguardando o julgamento do agravo de instrumento que vai analisar a possibilidade de retorno ao cargo. A defesa está confiante nesse retorno”, diz.
Sobre as possíveis irregularidades, o advogado defende que sua cliente não participou de nenhuma ação ilícita e vai basear a defesa nas ações da secretária. “O argumento é que a secretária de Educação é para cuidar dos docentes, dos alunos, em busca da melhor qualidade de ensino. O foco é apenas o ensino e ela [Nazareth] não participou de nenhuma irregularidade”, completa o advogado.
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