Agentes da Fundação Casa entram em greve por mais segurança no trabalho
Sindicato interdita rodovia dos Tamoios em protesto por aumento salarial


Agentes da Fundação Casa pedem segurança no trabalho e reajuste salarial
Flavio Pereira/Meon
Desde sábado (7), 30% dos funcionários de cada unidade da Fundação Casa permanecem paralisados, reivindicando melhorias na infraestrutura do trabalho e reajuste salarial de 42,64%. Na manhã desta segunda-feira (9), os agentes de São José dos Campos fecharam a rodovia dos Tamoios em protesto a um acordo junto à fundação.
Os trabalhadores invadiram o km 12 da pista sentido São José dos Campos, por volta das 9h, e permaneceram na rodovia por cerca de 30 minutos. O protesto causou um congestionamento de três quilômetros. Os motoristas e passageiros de ônibus tiveram que ter paciência por alguns minutos, até a Polícia Rodoviária Estadual liberar a pista para a passagem dos veículos.
O Sitsesp (Sindicato dos Trabalhadores nas Fundações Públicas de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Privação de Liberdade do Estado de São Paulo) e o Sitraemfa (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e a Família do Estado de São Paulo) afirmam que agentes de cinco unidades da região aderiram à paralisação: São José dos Campos, Jacareí, Lorena, Caraguatatuba e Taubaté.
“São 147 centros, nas quais trabalham por volta de 13.000 funcionários. Os trabalhadores reivindicam mais segurança no local de trabalho; licença maternidade de 180 dias; auxilio as crianças com necessidades especiais, aumentos salarial de 42,64%, entre outros 67 pontos da pauta de reivindicação dos trabalhadores”, manifestaram os sindicatos através de nota.
A classe afirma que o efetivo de agentes está com uma defasagem de 40%, promovendo risco por um número de funcionários abaixo do necessário. Informa também que a Fundação Casa teria oferecido aos trabalhadores apenas 50% do bônus anual de 78%, que estão sendo créditos em parcelas de 19% ao mês.
Fundação Casa
Por nota oficial, a Fundação Casa afirmou que nos últimos anos já foram concedidos reajustes superiores à inflação e que são consideráveis para o reajuste definido para 2016. “Nos últimos (2005 a 2015), os sucessivos aumentos dados pela Instituição perfazem, somados, 84,56% – a inflação no mesmo período oscilou em torno de 76,22%, dependendo do índice”, apresenta nota.
Todas as unidades do Estado de São Paulo permanecem com as atividades normais, sem impacto direto pela greve de parte dos agentes, de acordo com a instituição. “O atendimento aos adolescentes nos 147 centros socioeducativos de todo o Estado de São Paulo se mantém dentro da rotina, sem prejuízo às atividades pedagógicas, ao atendimento de saúde e psicossocial e à alimentação e higiene, assim como a visitação dos familiares”, explica Fundação Casa.
A administração informa que uma liminar judicial do Tribunal Regional do Trabalho determina a presença de 70% dos funcionários em todas as unidades durante o período de greve. Caso seja descumprido, os sindicatos podem vir a pagar uma multa de R$ 10 mil reais.
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