Alberto Murray desiste de concorrer à presidência do COB
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um dia depois de o Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciar a inscrição de quatro candidatos na eleição à presidência da entidade pelos próximos quatro anos, o advogado Alberto Murray Neto e o seu vice, Mauro Silva, presidente da Confederação Brasileira de Boxe, anunciaram a desistência do processo eleitoral. Murray…

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um dia depois de o Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciar a inscrição de quatro candidatos na eleição à presidência da entidade pelos próximos quatro anos, o advogado Alberto Murray Neto e o seu vice, Mauro Silva, presidente da Confederação Brasileira de Boxe, anunciaram a desistência do processo eleitoral.
Murray anunciou a retirada de sua candidatura por meio das redes sociais, na tarde desta quinta-feira (10). Ele publicou uma carta na qual diz que tomou essa decisão após Mauro Silva manifestar o desejo de não mais disputar a eleições.
“Eu conversei com o Alberto e resolvi não viver mais essa tensão a partir do momento que perdi a convicção dos votos que teríamos. Sou bem consciente e não adianta concorrer sem o apoio de quem vota [atletas e confederações]”, afirmou Silva à reportagem.
“Por esta razão, considerando que o prazo de inscrição de nova chapa esgotou-se e, ainda, considerando que a chapa é indivisível, sendo impossível a substituição do candidato, não me resta alternativa senão informar a retirada da candidatura”, diz trecho da carta publicada por Murray.
O COB ainda não recebeu o pedido oficial de desistência para oficializar a extinção da chapa, que havia recebido o nome de Transparência.
Murray foi o primeiro candidato a manifestar, ainda em janeiro deste ano, o seu desejo de ocupar o cargo máximo da entidade. Até dezembro, ele esteve à frente do Conselho de Ética do COB, mas renunciou após atritos com o presidente do comitê, Paulo Wanderley, e passou a cuidar da sua candidatura.
A tentativa vinha se desgastando nas últimas semanas, e o advogado passou a ser visto como pouco competitivo. A Confederação Brasileira de Golfe (CBG), que endossou a inscrição da chapa dando uma das três assinaturas para que ela saísse do papel, já analisava se manteria seu apoio a Murray.
Ele também recebera o aval do presidente da Comissão de Atletas do COB (CACOB), o ex-judoca Tiago Camilo, mas não necessariamente teria o apoio dos seus 12 integrantes no pleito.
Murray tentava convencer Silva a continuar na chapa até a manhã desta quinta, mas os esforços foram em vão.
Com a desistência, restam as candidaturas do presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Rafael Westrupp, 40, do presidente da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM), Helio Meirelles Cardoso, 68, e de Paulo Wanderley, 69, que tentará a reeleição.
A votação será realizada na sede da entidade no próximo dia 7, no Rio de Janeiro. O prazo de inscrição terminou na terça-feira (8).
Westrupp tem como candidato a vice Emanuel Rego, do vôlei de praia, e Cardoso o velocista Robson Caetano. Wanderley concorre junto como seu atual vice, Marco La Porta, ex-presidente da Confederação Brasileira de Triatlo.
O colégio eleitoral é composto pelos 35 representantes das confederações olímpicas, 12 integrantes da CACOB e dois integrantes brasileiros do Comitê Olímpico Internacional (COI) -o ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman e Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional.
O pleito poderá ter até três turnos para confirmar o vencedor, que precisará chegar à maioria dos 49 votos (os menos votados vão sendo eliminados da disputa, como acontece na escolha das sedes olímpicas).
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