Aluna de São José dos Campos tira nota máxima na redação do Enem

Apenas 104 dos 5,8 milhões de participantes alcançaram o feito

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Marina durante o evento PoliONU, promovido pelo Poliedro

Reprodução/Facebook

Ao sair da prova de redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), em outubro do ano passado, a vestibulanda de São José dos Campos, Marina Amorim, aluna do Poliedro, já tinha consigo a certeza de que defendera bem suas argumentações sobre o tema do ano: a violência contra a mulher. Porém, ao checar o resultado do exame, a estudante descobriu que havia feito uma prova simplesmente perfeita, nota mil.

Com isso, Marina juntou-se ao seletíssimo grupo de participantes com nota máxima na redação. De acordo com o MEC (Ministério da Educação), apenas 104 dos 5,8 milhões de alunos que fizeram ao menos uma das provas do Enem alcançaram o feito. Ou seja, uma porcentagem de aproximadamente 0.002%.

Para chegar lá, a aluna contou com um trio infalível como principal aliado: técnica apurada semanalmente com os professores, leitura da lista de livros obrigatórios para a Fuvest e o acompanhamento das notícias que movimentaram o Brasil e o mundo em 2015.

“Durante o ano, eu escrevi uma redação por semana e me ative muito à técnica discutida com os professores. Foi isso que eu fiz para não me perder na argumentação, comecei a prova com uma introdução baseada no fato da mulher, ao longo dos séculos, sempre ser desfavorecida pelas legislações e costumes. No desenvolvimento usei um trecho da música ‘Geni e o Zepelim’ e outro do livro ‘Til’, do José de Alencar. Para fechar, citei alguns grupos que lutam pelos direitos da mulher”, explica.

A redação de Marina é um exemplo de tudo o que os avaliadores querem ver em um texto: domínio da norma culta, bagagem cultural, compreensão do tema e elaboração de uma proposta de intervenção para o problema abordado.

“O pulo do gato na redação é a prática. É preciso ter a fórmula bem afiada. Para isso não tem segredo, é praticar o máximo possível, levar os textos aos professores, corrigir e aperfeiçoar. Além disso, é importante ler para aumentar o vocabulário, porque quem lê acaba escrevendo com mais tranquilidade”, explica.

A aluna ainda segue com a maratona dos vestibulares até o mês de março. O objetivo é conseguir vaga em alguma universidade estadual no curso de Medicina. Alguém duvida que ela consegue?

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