Após 12 anos, aposentada perde 1º lugar na fila da tradicional Festa do Trabalhador em São José dos Campos

Moradores de São José dos Campos comemoraram o 1º de maio com duas toneladas de macarronada na tradicional Festa do Trabalhador, no bairro Novo Horizonte.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Moradores de São José dos Campos comemoraram o 1º de maio com duas toneladas de macarronada na tradicional Festa do Trabalhador, no bairro Novo Horizonte.

Após 12 anos recebendo o primeiro prato de macarrão, a aposentada Maria das Graças, 59 anos, lamentava não ter chegado a tempo de conseguir manter o costume. “Perdi o primeiro lugar na fila esse ano [risos], mas o que importa é aproveitar as coisas boas da festa e cultivar a tradição”, diverte-se.

Quem tomou o posto da aposentada na fila em frente à escola estadual Dorival Monteiro foi Maria Odete, 57 anos, que guardava seu lugar desde às 14h de quarta-feira (30). “Fiz uma aposta com minhas amigas de que seria a primeira nesse ano. Há cinco edições tentava ser a número um, mas não conseguia”, explica a dona-de-casa que pretendia ainda garantir o almoço da família: “vou aproveitar e levar macarronada para meu marido e filho”.

“A macarronada é ótima, uma delícia. É o segundo ano que venho e trouxe a minha família”, diz a aposentada Lourdes Santana, 62 anos.

Como de costume, os pratos preparados por 100 voluntárias desde às 5h da manhã, foram servidos pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT), que esteve acompanhado de sua esposa, a vereadora Amélia Naomi (PT).

“Sinto alegria em participar da festa que é para os trabalhadores. Nos últimos anos pudemos ampliar a estrutura e oferecer maior programação. São José voltou a crescer e gerar empregos, coisa que há 20 anos não era acontecia”, comemora o prefeito, que define o evento como “símbolo do trabalhador”.

Já Zelita Ramos, diretora do Sindicato dos Servidores Municipais de São José dos Campos, avalia o 1º de maio como uma data para reflexão. “Temos que pensar que milhares de pessoas morreram para defender seus direitos. As manifestações de hoje são necessárias para chamar atenção dos patrões, que insistem em não valorizar o funcionário que tem salário baixo e está com sua função desvirtuada”.

A prefeitura estima que 10 mil pessoas passem pelo evento nesta quinta-feira (1º) e outras 90 mil nos outros três dias da 36ª edição da festa.

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