Por Conteúdo Estadão Em Noticias

Ata do Fed reforça alta do DI, pressionado também por inflação

A divulgação da ata da mais recente reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) devolveu aos juros futuros o viés de alta visto na etapa matutina. A revelação de que alguns membros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) disseram ser apropriado começar a debater a redução das compras de ativos nas próximas reuniões fez acelerar as taxas no exterior e, por tabela, no Brasil. No cenário doméstico, as pressões inflacionárias no atacado seguem preocupando, após leituras fortes dos índices de preços da Fundação Getulio Vargas.

A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subiu de 4,97% na terça a 5,00% no encerramento da sessão regular nesta quarta, maior nível desde 24 de março de 2020. O DI janeiro 2023 passou de 6,808% a 6,835%. O DI janeiro 2025 foi de 8,295% a 8,34%. E o janeiro 2027 avançou de 8,866% a 8,92%.

Mais importante evento da agenda da semana, a publicação da ata do Fed ocorreu no meio tarde. A reação foi primeiramente tímida, à medida que o documento reforçou a visão de que o atual choque inflacionário nos EUA é transitório. Minutos após, contudo, a pressão nas taxas - em termos globais - se impôs, uma vez que o texto da autoridade monetária americana revelou também que dirigentes apontaram ser apropriado iniciar o debate em torno da redução do relaxamento quantitativo (QE).

"Prevemos que o Fomc anunciará formalmente os planos de redução gradual em agosto, no Simpósio Econômico de Jackson Hole, e a redução começará no início de 2022", afirmam analistas da Oxford Economics, em relatório enviado a clientes.

Domesticamente, à medida que o mercado assimilava a ata do Fed, as taxas mais longas do DI iam subindo. Os contratos fecharam próximo dos mais altos níveis do dia.

De certa forma, o vocabulário do Fed deu novo fôlego ao temor registrado pela manhã no mercado local. Havia viés de alta desde cedo, com a forte aceleração da segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), da FGV, a 3,83% em maio, após 1,17% em igual decêndio de abril. Esse salto veio na esteira da surpresa, na segunda-feira, do IGP-10, que superou o teto das estimativas.

Para a agenda da quinta-feira, o mercado de renda fixa observa os dados da arrecadação federal de abril, que podem começar a mostrar os efeitos da segunda onda da covid-19 no Brasil. Há também o leilão de prefixados do Tesouro, no fim da manhã.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Carregando ...

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Conteúdo Estadão, em Noticias

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.