Atendimento do 190 é criticado após ataques às agências em Lorena
O vazamento de uma gravação em que um policial militar de folga relata ao disque denuncia, através do Copom (Centro de Operações da Policia Militar), os passos da quadrilha que explodia os nove caixas eletrônicos no Centro de Lorena gerou polêmica na última semana.

O vazamento de uma gravação em que um policial militar de folga relata ao disque denúncia, através do Copom (Centro de Operações da Policia Militar), os passos da quadrilha que explodia os nove caixas eletrônicos no centro de Lorena gerou polêmica na última semana.
Divulgado em uma página da rede social Facebook, a gravação reproduz o áudio da ligação do policial no exato momento em que criminosos fortemente armados se preparavam para invadir as agências do Bradesco, Santander e da financiadora de créditos Sicredi, na rua Comendador Custódio Vieira.
Ao ser atendido pelo Copom, que opera em São José dos Campos, o denunciante, que se identificou como soldado da corporação, afirmou presenciar a ação da quadrilha, que bloqueou a rua com dois carros. No minuto 2’23” da gravação, o denunciante avisa sobre a primeira explosão. “Ó (sic), estouraram alguma coisa. Com certeza estouraram”.
Mas para surpresa do policial, o atendente respondeu que encaminharia a ligação. “Eu vou passar lá, só um minutinho (sic)”.
Na sequencia, a ligação é transferida e uma terceira pessoa, que não tinha conhecimento do fato, atende a ligação.
Copom – “Alo? Copom”.
Denunciante – “Estourou o caixa eletrônico heim!”
Copom – “Na onde?”
Denunciante – “Então, eu acabei de ligar aí. Eu sou mike (termo usado para se identificar como PM)”.
Copom – “Você não viu o veículo ou alguma coisa?”
Denunciante – “Ví… Eu já passei para o Copom. Eu tô saindo porque os ‘caras’ me viram de longe… mas estorou”.
Na sequência, a testemunha novamente passa as características dos veículos, usados na ação criminosa. No minuto 4’10”, o denunciante se depara com uma viatura da Polícia Militar e comunica ao atendente que vai alertá-los sobre o caso.
Denunciante – “Eu acabei de encontrar o Tático (viatura da Força Tática) ali”.
Copom – “Tá, fala com eles lá pessoalmente então”.
O atendimento do Copom, que durou quatro minutos e vinte segundos, foi duramente criticado nas redes sociais. Internautas afirmaram que a demora e principalmente a transferência da chamada, pode ter prejudicado consideravelmente o trabalho da PM e colaborado para que os criminosos conseguissem fugir.
Polícia Militar
Em nota oficial, o Comando do Policiamento do Interior afirmou que “não houve erros no atendimento”. A PM destacou que o tempo decorrido entre o acionamento, via fone de emergência, e a chegada da primeira viatura foi de aproximadamente três minutos.
A nota ressalta que a segunda pessoa que aparece na gravação não é um atendente. “Esse policial militar estava já na posição de despacho, coordenando as ações que já estavam sendo tomadas desde o início da ligação, ainda enquanto o PM colhia mais dados da ocorrência, o que contribui inclusive para a chegada da viatura ao local”.
Ouça o áudio abaixo.
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