Destaque do Jacareí Rugby fala sobre carreira e viagem para N. Zelândia
O atleta do Jacareí Rugby, Matheus da Cruz Daniel, de 23 anos viaja no sábado (31) para um intercâmbio de seis meses na Nova Zelândia. O jogador natural de Jacareí é capitão da seleção brasileira e treinador das categorias de base da equipe jacareiense.










Atleta do Jacareí Rugby, Matheus da Cruz Daniel, de 23 anos viaja no sábado (31) para um intercâmbio de seis meses na Nova Zelândia. O jogador natural de Jacareí é capitão da seleção brasileira e treinador das categorias de base da equipe jacareiense. Formado na própria categorias de base da equipe, Mathias -como é conhecido- já jogou por equipes como São José Rugby, Curitiba e Desterro de Floripa. Em entrevista exclusiva ao Meon, Matheus Daniel fala sobre o futuro na Nova Zelândia e com a camisa do Brasil.
Todo mundo sabe que o esporte do país é o futebol, mas o Rugby está a cada dia ganhando mais espaço. Como você começou no esporte?
Comecei jogando futebol como qualquer brasileiro. Depois fui para o Rugby através do convite de um amigo do Senai e desde então nunca mais parei de jogar.
Qual é a sensação de passar uma temporada em um país que o Rugby é tradição?
Sensação incrível. Já tive a oportunidade de passar um mês na Nova Zelândia em 2012, e foi muito bom. O contato é profundo com o Rugby todos os dias, de alto nível e de fácil acesso.
O que você espera tirar de positivo durante o intercâmbio?
Espero voltar, de uma maneira geral, melhor do que fui. Melhor atleta, melhor pessoa, melhor treinador, melhor filho. Quero aprimorar meu inglês, ganhar condicionamento físico, melhorar minha leitura e visão de jogo. Além disso, quero aprender muito sobre a cultura e os valores do Rugby.
Você é jogador do Jacareí e da seleção brasileira. O esporte no Brasil pode chegar a disputar frente a frente com as grandes potências?
Com o aumento do número de praticantes, o nível melhorou muito. Mas internacionalmente falando, ainda não conseguimos nenhum resultado expressivo. Creio que é praticamente impossível jogar como profissional. Sendo amador, a quantidade que um profissional treina e a quantidade que nós treinamos são incomparáveis. E o resultado vem do treino.
Como treinador das categorias de base do Jacareí Rugby, como você avalia a nova geração brasileira?
A nova safra de jogadores está boa. Temos no Brasil muitas equipes que trabalham muito forte na base, até com categorias a partir de 10 anos. Então quando chegam nos 15, já são cinco anos de experiência sendo bem novo. Isso tem sido muito bom no Brasil.
Você foi o capitão da seleção brasileira pela primeira vez diante do Uruguai. Como foi a experiência?
Foi uma experiência muito gratificante. É uma responsabilidade sem fim. Além do peso de representar o país, ter que lidera o time não é uma tarefa fácil. Você vira o foco e todos olham pra você por ser o motor da equipe, mas creio que consegui fazer um bom jogo.
O Rugby estará presente nas Olimpíadas de 2016. Você espera vestir a camisa verde e amarela na competição?
O pico da carreira de um atleta são as Olimpíadas e com certeza essa é minha meta. Meu intercâmbio para a Nova Zelândia faz parte do processo.
LEIA TAMBÉM:
Paulo Gonçalves: “É mais fácil pilotar um Boeing que comandar uma equipe de Rugby”
Em entrevista exclusiva, Fernando Portugal fala sobre o Rugby no Brasil
Posts Relacionados

São José vence nos pênaltis e avança na Copa do Brasil Feminina

Jacareí vence o Prêmio Bicicleta Brasil 2025 em Brasília

