Bairro que abrigará novo Pinheirinho apresenta problemas de estrutura

Um mês após a visita da presidente Dilma Rousseff a São José dos Campos para anunciar a construção de 1.700 casas para ex-moradores do Pinheirinho, moradores do bairro que irá abrigar o conjunto popular – o Pinheirinho dos Palmares – apontam problemas como falta rede de esgoto, transporte e acesso à creches.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Um mês após a visita da presidente Dilma Rousseff a São José dos Campos para anunciar a construção de 1.700 casas para ex-moradores do Pinheirinho, quem vive no bairro que irá abrigar o conjunto popular Pinheirinho dos Palmares aponta problemas como falta rede de esgoto, transporte e acesso à creches.

Localizado na região do Putim, o bairro também precisa de melhorias no acesso, que atualmente é feito pela avenida João Rodolfo Castelli, uma via estreita de mão dupla. Às 18h, horário em que a reportagem do Meon esteve a caminho do local, o que se viu foi um trânsito congestionado pelo excesso de veículos.

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José Barreto espera melhorias com vinda dos novos moradores

Warley Leite / Meon

Embora todos os moradores ouvidos pela reportagem entendam como positiva a construção do Pinheirinho dos Palmares, a via de acesso é uma das questões que mais preocupa. O metalúrgico aposentado, José Lorival Barreto, morador do bairro há quatro anos, pede obras para alargamento da avenida.

“Com o número pequeno de moradores que temos a via já é insuficiente, fico imaginando quando muito mais pessoas vierem morar aqui”, afirma.

O aposentado espera que a vinda dos ex-Pinheirinho agilize obras que são reivindicações antigas dos moradores do bairro.

“A principal é a rede de esgoto, que desde que eu mudei para cá não existe. Tomara que agora essa questão seja resolvida. Também acredito que essas pessoas que estão vindo morar aqui mereçam acesso à creches mais próximas”, acrescenta.

Dono da única mercearia da proximidade e morador há 50 anos, o comerciante Antonio Inácio ressalta a importância do bairro ser melhor atendido pelo transporte público. De acordo com ele, os ônibus para o centro passam apenas de meia em meia hora.

“Isso quando é dia de semana. Nos fins de semana chegamos a esperar praticamente uma hora para conseguir pegar o ônibus. Não dá para continuar assim quando os ex-moradores do Pinheirinho vierem para cá. Vai ser um caos”.

Tranquilidade
Apesar de também citar os problemas do bairro, o trabalhador rural Valter Vítor Veloso, morador há 10 anos, afirma que na região, os novos habitantes encontrarão um recanto de sossego. Apaixonado pela tranquilidade do local, Veloso vê nela a maior qualidade do bairro.

“À noite podemos dormir sossegados, pois não há barulho de carros e nem de pessoas transitando. O clima é meio de roça, há pesqueiros próximos e eu mesmo crio algumas galinhas dentro de casa. Quanto a isso, acho que eles gostarão bastante de vir para cá”, conta.

Outro lado
Consultada, a prefeitura reconheceu que o bairro precisará de obras estruturais e adiantou que as solicitações dos moradores serão atendidas.

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