Barganha e sola de sapato: saiba como economizar no material escolar
Itens devem ficar cerca de 10% mais caros para 2016

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Reutilizar materiais de 2015 pode ajudar na diminuição dos gastos
Divulgação
Para quem tem filhos em idade escolar, os últimos dias do ano sempre trazem sentimentos ambíguos. Ao mesmo tempo que há celebração pelo término de mais um ciclo, férias, festas e viagens, por outro lado a preocupação com as contas do início do ano são uma pedra no sapato.
Além dos impostos obrigatórios (IPVA, IPTU e afins) ainda vale lembrar do material escolar. E como desgraça pouca é bobagem, em 2016 uma novidade nada agradável aguarda os familiares na hora de comprar os materiais. De acordo com a previsão da Abfiae (Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares) o material escolar terá aumento de, em média, 10% no ano que vem.
Em tempos de crise e dinheiro apertado, o jeito vai ser recorrer à pesquisa e à barganha para evitar que o baque seja tão grande na ponta do lápis. De acordo com o economista Jair Capatti, delegado do Conselho Regional de Economia, leva vantagem quem puder fazer o pagamento à vista, de preferência em dinheiro, já que os lojistas estão precisando fazer caixa.
“O ideal é, antes da compra, já procurar o gerente da loja. Com a lista em mãos, vale avisar que está fazendo a compra à vista e já estabelecer o desconto que procura do estabelecimento. Em tempos de crise econômica, a negociação é uma arma do consumidor, afinal, os lojistas não querem perder venda”, explica.
Como envolver os filhos?
Compra de material escolar pode ser programa para criança, desde que os pequenos saibam que não poderão levar tudo o que querem. Cadernos, mochilas, e uma infinidade de itens que trazem os personagens preferidos da criançada são muito mais caros do que aqueles de mesma qualidade mas que não trazem estampa de super-heróis ou outros personagens.Levar ou não os filhos para fazer as compras é uma escolha dos pais, mas Capatti já avisa que não é fácil economizar com tantos apelos comerciais na papelaria. Se a família estiver em situação financeira apertada, aí fica mais difícil ainda ter a companhia dos pequenos durante a compra.
“Tudo é questão de conversar. O ideal seria que as crianças já tivessem uma educação financeira para saber o quanto os pais podem gastar e não pedir nada que ultrapasse o orçamento. Mas como a gente sabe que os estímulos são muitos, o ideal é fazer um pacto com a criança. Se não dá para comprar aquela mochila super cara do Star Wars, talvez um item mais barato da franquia, como um apontador ou estojo, por exemplo, caibam no orçamento”, explica.
Outra dica em relação aos filhos é manter uma conversa franca sobre a responsabilidade que ele tem sobre a conservação de seu material escolar. Por isso, nunca é demais ressaltar que caneta, caderno, borracha, tudo isso sai do bolso dos pais. “Assim os filhos se apropriam daquele material e tomam mais cuidado para não esquecer na escola ou para mantê-los conservados, afinal, tudo o que é perdido ou danificado durante o ano significa mais gastos para os pais”, diz o economista.
Reuso
Antes de ir às compras, é importante checar o que ainda pode ser aproveitado do ano anterior. Muito do que foi comprado em 2015, por exemplo, ainda servirá para 2016.“Esta é uma iniciativa que já pode economizar uma boa porcentagem na conta final. Nem tudo o que se compra no começo do ano é utilizado. Então vale a pena dar uma boa ‘catada’ no que sobrou para utilizar este ano”, afirma.
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