‘Batman vs Superman’ é bom, mas trailers tiram o fator surpresa do filme

Heróis saem no pau no filme que marca nova fase de DC nos cinemas Divulgação Um dos filmes mais aguardados do ano, “Batman vs Superman”, estreou com salas lotadas em São José dos Campos. Mais de 1.400 espectadores conferiram, na noite de quarta-feira (23), a pré-estreia do filme no Kinoplex do Vale Sul Shopping. Por […]

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Heróis saem no pau no filme que marca nova fase de DC nos cinemas

Divulgação

Um dos filmes mais aguardados do ano, “Batman vs Superman”, estreou com salas lotadas em São José dos Campos. Mais de 1.400 espectadores conferiram, na noite de quarta-feira (23), a pré-estreia do filme no Kinoplex do Vale Sul Shopping. Por volta das 19h os fãs já começaram a fazer fila do lado de fora das salas. A produção bateu recordes de pré-vendas no gênero.

Se a expectativa era altíssima em torno de uma produção que demorou para sair do papel, o filme dirigido por Zack Snyder (Homem de Aço) entrega tudo o que a nerdaiada estava doida para ver na tela grande: a porradaria intensa entre dois dos maiores super-heróis de todos os tempos.

O Batman de Ben Affleck é mais velho, impiedoso e vingativo do que qualquer outro já visto nos cinemas. A inspiração vem da série “Cavaleiro das Trevas”, clássico das HQs assinado por Frank Miller. O herói de meia idade está parrudo, letal, mas sem aquela crença na humanidade de outras épocas.

A destruição em massa causada pela batalha do Homem de Aço (Henry Cavill) contra general Zod, relatada no filme anterior é o ponto de partida para o principal embate do longa. Enquanto o poder ilimitado do kryptoniano preocupa Bruce Wayne – e também a Casa Branca -, os métodos no estilo justiceiro do Homem Morcego fazem Clark Kent pensar em encerrar a carreira do Batman.

A figura manipuladora tresloucada de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) é o risco de pólvora necessário para que os dois heróis cheguem às vias de fato. O embate entre os dois é o que há de melhor no filme. A motivação para o confronto convence e a construção dos personagens, principalmente Bruce Wayne e Lex Luthor, é bem realizada durante o roteiro.

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Fãs lotam os cinemas na pré-estreia do filme em São José

Pedro Ivo Prates/Meon

Os problemas do longa começam quando o filme se presta como o introdutor do universo compartilhado da DC no cinema e, consequentemente, da formação da Liga da Justiça. Aí o roteiro desanda nas obviedades. Afinal, para quê reunir um time de super-heróis? Quais as ameaças iminentes que fariam o Homem Morcego se dedicar a construir a Liga? Se o universo Marvel se especializou em criar ganchos entre seus filmes, na primeira grande aposta da DC essa questão parece não estar muito clara.

Mulher Maravilha e a ausência do fator surpresa
Com um filme já em fase de filmagens, a Mulher Maravilha (Gal Gadot) entra com tudo na pendenga entre Batman e Superman. O personagem é bem desenvolvido, intrigante e fundamental para o roteiro.

Tudo ótimo, não fosse um fator que vem estragando muito a experiência de assistir um dos arrasa quarteirões nos cinemas: a enxurrada de trailers. Todas as melhores cenas da amazona já haviam sido reveladas meses antes do filme estrear. Nem o monstruoso Apocalipse foi poupado das prévias.

A gente já imagina, antes da cena começar, o que vai acontecer. O algoz do Superman nos quadrinhos poderia ter sido guardado em segredo para proporcionar o “fator uau” que faz a experiência cinematográfica ser insubstituível.

E os próximos blockbusters já seguem a mesma linha. “Capitão America: Guerra Civil”, por exemplo, já nos revelou todos os detalhes do Homem-Aranha. Nessa barca, a ida ao cinema perde em peso e ineditismo.

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