BC fará leilões de linha na segunda-feira; serão aceitos até US$ 3 bilhões

O Banco Central anunciou nesta noite de sexta-feira, 18, que fará na próxima segunda-feira, 21, dois leilões de venda conjugados com leilões de compra de moeda estrangeira – tradicionalmente chamados de leilão de linha. Na operação, serão aceitos até US$ 3 bilhões a serem distribuídos em dois leilões. No leilão ‘A’, as propostas serão acolhidas…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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O Banco Central anunciou nesta noite de sexta-feira, 18, que fará na próxima segunda-feira, 21, dois leilões de venda conjugados com leilões de compra de moeda estrangeira – tradicionalmente chamados de leilão de linha. Na operação, serão aceitos até US$ 3 bilhões a serem distribuídos em dois leilões. No leilão ‘A’, as propostas serão acolhidas de 10h20 às 10h25; no leilão ‘B’, de 10h40 às 10h45.

A taxa de câmbio a ser utilizada para a venda de dólares por parte do Banco Central será a taxa de venda do dólar do boletim das 10h de segunda-feira (21).

O BC informou ainda que as operações de venda serão liquidadas no dia 4 de abril de 2016 para o leilão ‘A’, e em 5 de julho de 2016 para o leilão ‘B’. Serão aceitas até três propostas por instituição, para cada leilão.

O anúncio do BC vem depois de o dólar fechar em R$ 3,95 nesta sexta-feira e o dólar futuro para outubro chegar em R$ 3,96250, sinalizando que a expectativa do mercado ainda é de alta.

O BC havia atuado no mercado de câmbio na quinta-feira da semana passada, dia 10, dia seguinte ao rebaixamento da nota brasileira pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. Na ocasião, depois que o dólar tocou a máxima de R$ 3,9050, o BC anunciou a oferta de US$ 1,5 bilhão por meio de leilão de linha com vencimentos em janeiro e abril do ano que vem e recompra acima de R$ 4,00.

Antes disso, porém, o BC já havia entrado no mercado no dia 8, usando o mesmo instrumento: leilão de linha no valor de US$ 3 bilhões com vencimentos em novembro e dezembro deste ano.

O BC até agora vem abrindo mão de vender dólares no mercado à vista, ferramenta usada pela última vez em fevereiro de 2009. Para usar esse instrumento, a instituição utiliza diretamente recursos das reservas internacionais, atualmente em cerca de US$ 370 bilhões.

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