Biólogo critica Estado por querer utilizar recursos hídricos da RMVale para abastecer grande São Paulo

Uma audiência pública discutiu, na noite desta quinta-feira (15) em Aparecida, a transposição da bacia do Rio Paraíba do Sul. O projeto proposto pelo governador Geraldo Alckmin no início do ano tem como objetivo reforçar o abastecimento da grande São Paulo utilizando recursos hídricos da bacia.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Uma audiência pública discutiu, na noite desta quinta-feira (15), em Aparecida, a transposição da bacia do Rio Paraíba do Sul. O projeto proposto pelo governador Geraldo Alckmin no início do ano tem como objetivo reforçar o abastecimento da grande São Paulo, utilizando recursos hídricos da bacia.

O evento acontece no dia em que o governo estadual começou a utilizar os 400 milhões de metros cúbicos do “volume morto” das represas do Sistema Cantareira, que abastecem grande parte da metrópole paulista. Nesta quinta, a água passou a ser retirada com a ajuda de bombas flutuantes pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O reservatório opera com apenas 8,4% da sua capacidade.

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Rio Paraíba do Sul pode ser solução para problema de abastecimento na capital

Flávio Pereira/ Meon

Durante a audiência, o biólogo e professor universitário Luiz Eduardo Correa Lima realizou uma apresentação ressaltando os riscos que o projeto representa para a bacia hidrográfica do Rio Paraíba tanto na questão ambiental quanto no que diz respeito à qualidade de vida da comunidade.

O biólogo criticou a intenção do governo de utilizar os recursos hídricos da RMVale para abastecer a grande São Paulo.

“O que não dá para admitir é que o Estado, ao invés de realizar os investimentos necessários para melhorar a captação de água para a capital, vá buscar recursos hídricos cada vez mais longe prejudicando outras comunidades para beneficiar a metrópole”, explica.

Sobre os problemas ambientais, o biólogo destacou que todas as transposições de rio representam complicações para o meio-ambiente. “Ao mudar-se o curso natural do rio, cria-se um ambiente que não é o natural, o que pode ser problemático para a fauna e flora local”, afirma.

O evento também contou com a presença do engenheiro Nazareno Mostarda Neto, diretor do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo. Durante a audiência, o especialista explicou a situação calamitosa que vive a grande São Paulo, salientou que o projeto será amplamente discutido com a comunidade.

Para o secretário de Meio Ambiente de Aparecida, Marcelo Marcondes, a audiência foi uma oportunidade para que a população pudesse esclarecer as dúvidas. “O interessante é que os participantes tiveram dois pontos de vista distintos para tirar suas próprias conclusões. É de extrema importância que essa questão seja amplamente debatida com a população”, conclui.

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