Blindados seminovos oferecem segurança contra a violência
Carros seminovos oferecem segurança por um preço mais acessível que o zero-km


Com a crise econômica, o aumento do desemprego e da criminalidade, mais pessoas buscam refúgio na segurança dos carros blindados. O que já foi um símbolo de status para os muito ricos – os sedãs de luxo e os utilitários-esportivos lideram a preferência – está se popularizando.
A classe média já instala a proteção em hatches compactos com motor 1.6, como Hyundai HB20 e Ford Fiesta. E o seminovo desponta como opção para quem quer um blindado, mas não está disposto a gastar em um zero-km.
O consultor de mercado Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive, explica que esse produto atrai dois tipos de consumidores diferentes. “Existe o ‘marinheiro de primeira viagem’, que quer experimentar o blindado, mas não sabe se vai se adaptar. E há os já adeptos, que compram um seminovo e trocam por outro também de segunda mão em poucos anos, mantendo-se protegidos sem fazer um investimento muito grande”, afirma.
DICAS
Para comprar um blindado usado, a principal recomendação é procurar uma loja especializada. Boa parte das revendas também é blindadora e atua na manutenção desse tipo de veículo. Já nas concessionárias das principais montadoras, é mais difícil encontrar esses modelos, pois muitas não os aceitam na troca.
Em lojas especializada é possível encontrar desde seminovos até veículos antigos. “A rotatividade do blindado usado é similar à do carro convencional, sem a proteção”, explica Rafael Barbero, diretor do Grupo Avallon (3061-4000), que reúne blindadora, lojas de novos e usados, locadora e oficina especializada em blindados.
Uma das vantagens dos modelos de segunda mão é que o custo da blindagem, que encarece os novos, tende a se amortizar com o passar do tempo. “O proprietário perde 20% do valor investido na proteção no primeiro ano, chegando a 35% no terceiro ano. Se buscar um usado com cinco a dez anos, pode encontrar carros em bom estado com custo de blindagem próximo a zero”, diz Renato Santhinon, diretor da R8 Blindados (5084-6856).
Ele oferece um Santa Fe ano 2008 por R$ 49 mil. O mesmo Hyundai sem blindagem está cotado a R$ 46.700 na pesquisa publicada no Jornal do Carro (páginas de 11 a 19). Na loja também há um Corolla 2008 SE-G blindado a R$ 43.900, ante os R$ 36 mil da cotação do sedã Toyota convencional.
Na R2 Import, do Grupo Avallon, há um Hyundai Tucson GLS V6 2009 a R$ 57 mil, um Audi A4 2011 a R$ 85 mil e um Honda Civic LXR 2014 a R$ 99 mil. Para os mesmos carros sem proteção as cotações no JC são de R$ 39.206, R$ 72.963 e R$ 63.314, respectivamente.
A manutenção do blindado requer cuidados especiais. Por causa do maior peso, pode ser preciso reforçar o motor dos vidros elétricos, ajustar o alinhamento das portas e substituir dobradiças. Os itens mais caro são os vidros.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
É possível blindar um carro que já foi usado por algum tempo?
Não é tecnicamente inviável, mas é pouco comum. Se o carro tiver alta quilometragem, a blindagem pode fazer com que a revenda do veículo se torne mais difícil. “Já blindamos carros com quatro anos de uso, mas eram importados que estavam com o primeiro dono e pouco rodados”, diz Renato Santhinon, da R8 Blindados.
Quais são os cuidados específicos que se deve ter antes da compra de um blindado?
Além da inspeção de praxe quanto ao estado geral, é preciso ter especial atenção quanto aos vidros, que não podem apresentar delaminação (bolhas causadas pelo descolamento das camadas). O peso extra pode danificar o motor dos vidros elétricos e provocar o desalinhamento das portas. Há empresas especializadas que também vistoriam o estado da blindagem.
Qual é a garantia de um veículo blindado?
Para um modelo novo, a garantia da blindagem varia de três a cinco anos. A exemplo do que ocorre com os demais componentes do veículo, como motor e câmbio, é preciso seguir o plano de revisões da blindadora para não perder a cobertura.
Blindado usado só é aceito em revendas de blindados?
Uma loja de blindados não costuma recusar usados sem proteção na troca por outro veículo. Em concessionárias, contudo, isso é raro. Além de ter baixa procura, a autorizada, que não é especializada nesse tipo de carro, teria de oferecer garantia também para a blindagem. “O comum é que, na hora da revenda, o dono do blindado volte à loja onde o adquiriu, até porque é onde ele fez as revisões e, portanto, uma empresa que ele conhece bem”, diz o consultor Paulo Garbossa.
Posts Relacionados

Maior feira de empregos do Vale chega ao Shopping Jardim Oriente


