Bolsas de NY têm forte recuo após queda de avião
As bolsas de Nova York registraram fortes perdas durante toda a quinta-feira, 17, e fecharam com quedas ao redor de 1% diante da notícia de que um avião da Malaysia Airlines caiu na Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, uma zona devastada por conflitos. Havia suspeitas de que a aeronave tinha sido abatida. O índice Dow Jones encerrou em…

As bolsas de Nova York registraram fortes perdas durante toda a quinta-feira, 17, e fecharam com quedas ao redor de 1% diante da notícia de que um avião da Malaysia Airlines caiu na Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, uma zona devastada por conflitos. Havia suspeitas de que a aeronave tinha sido abatida.
O índice Dow Jones encerrou em baixa de 0,94% (161,39 pontos), a 16.976,81 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 1,18% (23,45 pontos), para 1.958,12 pontos. O Dow Jones registrou a maior queda intraday em pontos desde 15 de maio, ao passo que o S&P 500 teve o maior recuo em pontos em um único dia desde 10 de abril. O índice Nasdaq fechou com perdas de 1,41% (62,52 pontos), aos 4.363,45 pontos.
O avião da Malaysia Airlines ia de Amsterdã para Kuala Lumpur, mas caiu na região ucraniana de Donetsk, em uma área controlada pelos separatistas pró-Rússia. A companhia informou, por meio de sua conta no microblog Twitter, que perdeu contato com a aeronave quando ela sobrevoava o espaço aéreo ucraniano. A empresa confirmou que o avião, um Boeing 777, levava 295 pessoas.
O movimento de aversão a risco foi intensificado nos minutos finais de pregão pela notícia de que Israel iniciou uma invasão por terra à Faixa de Gaza. Diante das incertezas geopolíticas, os investidores preferiram vender ações e buscar abrigo em ativos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro americano e o ouro.
Papéis de companhias aéreas como American Airlines, United Continental, JetBlue Airways e Delta Air Lines apresentaram perdas acentuadas, de 4,09%, 3,45%, 2,21% e 3,43%, respectivamente.
O noticiário neutralizou um possível efeito positivo derivado da melhora no mercado de trabalho americano e na atividade econômica. Pela manhã, o governo americano informou que os pedidos de auxílio-desemprego caíram ao menor nível em nove semanas, com as solicitações recuando a 302 mil na semana encerrada em 12 de julho. A previsão dos analistas era de que ficassem em 310 mil.
Pouco depois, o Federal Reserve da Filadélfia afirmou que o índice de atividade industrial regional do Meio Atlântico subiu para 23,9 em julho, de 17,8 em junho. A previsão dos analistas ouvidos pela Dow Jones era de que o índice cairia para 16. Leituras acima de zero indicam expansão da atividade.
Já as construções de moradias iniciadas caíram 9,3% em junho, contrariando as projeções dos economistas, que previam alta de 1,4%.
O humor dos investidores ainda foi influenciado pela nova rodada de sanções dos EUA contra a Rússia, anunciada ontem.
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