Brasil é maior alvo de ciberataques na Am. Latina; veja como se proteger
País tem sido importante alvo de cibercriminosos nos últimos anos


Segundo pesquisa, Brasil perde mais de US$ 8 bi por ano por conta de ataques
Christiaan Colen/ Flickr/ Creative Commons
É melhor redobrar o cuidado ao receber mensagens estranhas por e-mail ou acessar resultados de uma busca na internet, pois esses conteúdos podem ser uma armadilha para roubar seus dados e dinheiro.
Isso porque, segundo uma pesquisa divulgada pela empresa de ferramentas de segurança NexusGuard, o Brasil tem se mostrado como um dos alvos preferidos dos hackers, tornando-se a maior fonte de cibercrimes da América Latina e a segunda em todo o mundo.
Para ter uma ideia, vários sites relacionados à Copa do Mundo foram alvos de criminosos digitais no ano passado, e apenas no segundo trimestre deste ano houve aumento de 132% nos ataques em relação a 2014, registrando 11% de todos os crimes desse tipo registrados no mundo.
E haja dinheiro para quem sofre esses ataques: segundo a pesquisa, o cibercrime responde atualmente por 95% das perdas sofridas pelos bancos brasileiros. Os dados ainda mostram que o país perde mais de 8 bilhões de dólares por ano devido a crimes na internet.
Para entender sobre como esses ataques acontecem a ajudar o usuário a proteger seus dados e o computador, o Meon conversou com o diretor geral da Nexusguard para a América Latina e Caribe, Bob Booth.
Segundo o executivo, alguns conteúdos podem ‘enganar’ o usuário e fazer com que ele clique em um link ou abra arquivos maliciosos. “Basicamente, nos dias de hoje, os conteúdos maliciosos são apresentados por meio de um e-mail ou website, que podem ter como iscas temas variados, como games, fotos sensuais, entre outros”, afirma.
Ainda de acordo com o diretor, um dos ataques mais comuns atualmente é o chamado DDoS (sigla em inglês que significa Distributed Denial of Service). Esse tipo de técnica faz com que os servidores fiquem sobrecarregados devido a um grande número de acessos “falsos”, tirando um site do ar.
Em alguns casos, esse crime pode ter intenção política (como manifestantes que tentam tirar páginas do governo do ar). Em outros, o criminoso pode chegar a chantagear o dono do site em busca de dinheiro. “O que mudou nos últimos anos é justamente o objetivo de quem faz esse ataque. Hoje em dia, o objetivo não tem sido somente indisponibilizar um site ou serviço para causar danos financeiros, mas também para mascarar ou encobrir outros tipos de ataque”, diz.
Booth ainda afirma que para se prevenir contra essa e outras formas de invasão é preciso ter não só um bom antivírus e firewall ativados no computador. Tecnologias que ajudem a controlar os aplicativos abertos em seu PC e também a verificar os dispositivos conectados em sua rede também são essenciais.
“Além do conselho básico para abrir e-mails ou websites estranhos, ferramentas de mercado também podem ajudar. Uma solução que seja capaz de executar filtragem de conteúdo, ou até mesmo uma funcionalidade nativa em navegadores web, pode ajudar o usuário a não entrar em uma enrascada”, aconselha o executivo. O diretor também recomenda que o usuário mantenha seu sistema operacional e os programas do computador sempre atualizados.
Para saber mais sobre o estudo anunciado pela NexusGuard, acesse este link.
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