Brasil pede contenção após ataques do Irã a Israel
Diplomacia evita condenação direta e posicionamento gera críticas

O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, divulgou nesta segunda-feira (15) o posicionamento do Brasil em relação aos ataques do Irã a Israel ocorridos no último sábado. Em sua declaração, Vieira enfatizou que o Brasil condena qualquer ato de violência e busca o entendimento entre as partes envolvidas, mas optou por pedir “máxima contenção” para evitar uma possível escalada do conflito.
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O governo brasileiro recebeu críticas de entidades judaicas e da oposição por não condenar diretamente os ataques iranianos a Israel. No entanto, segundo o chanceler, a nota do Itamaraty foi emitida assim que os ataques foram divulgados, e o principal objetivo era evitar uma declaração que pudesse “contaminar” ainda mais a situação, que estava em desenvolvimento naquele momento.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aconselhado por auxiliares, optou por não se manifestar sobre o conflito.
A relação do Brasil com Israel está estremecida desde fevereiro, quando o presidente Lula comparou a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza – em curso desde outubro do ano passado – com as mortes de judeus promovidas pelo regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha.
Posição dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abordou publicamente pela primeira vez o ataque do Irã contra Israel no fim de semana, dizendo que continua focado na segurança de Israel e em buscar um cessar-fogo e um acordo de reféns, enquanto trabalha para impedir que o conflito se transforme em uma guerra regional mais ampla.O presidente fez os comentários ao dar as boas-vindas ao primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, no Salão Oval, em meio à tensão contínua na região e às preocupações com as forças dos EUA.
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