Brasil supera República Dominicana e fica perto da vaga no Mundial de Basquete
A seleção brasileira masculina de basquete está muito perto de se classificar para o Mundial da China, em 2019. Com uma atuação segura para pouco mais de duas mil pessoas, a equipe superou a República Dominicana com facilidade por 100 a 82, nesta sexta-feira, no ginásio Wlamir Marques, em São Paulo, e agora precisa de apenas uma vitória nos…

A seleção brasileira masculina de basquete está muito perto de se classificar para o Mundial da China, em 2019. Com uma atuação segura para pouco mais de duas mil pessoas, a equipe superou a República Dominicana com facilidade por 100 a 82, nesta sexta-feira, no ginásio Wlamir Marques, em São Paulo, e agora precisa de apenas uma vitória nos últimos três jogos das Eliminatórias das Américas para obter a vaga.
O armador Leandrinho terminou como o maior pontuador do jogo com 20 pontos – foram ainda quatro assistências. Benite e Marquinhos, com 16 e 13 pontos, respectivamente, também se destacaram no ataque.
O próximo compromisso será na segunda-feira, quando o Brasil enfrenta o Canadá, no mesmo local. A vitória coloca o time do técnico Aleksandar Petrovic no Mundial. Caso não vença, a seleção terá outras duas oportunidades para se classificar em fevereiro de 2019, quando encara Ilhas Virgens, no dia 21, e República Dominicana, no dia 24, em compromissos fora de casa.
A Confederação Brasileira de Basquete aproveitou o jogo para homenagear Wlamir Marques. Bicampeão do mundo, o ex-jogador, que dá o nome ao ginásio do Corinthians, recebeu das mãos do presidente Guy Peixoto um quadro personalizado com sua camisa de número 5.
Com pouco tempo para treinar e sem contar com os seus dois armadores principais – Marcelinho Huertas e Yago -, Petrovic apostou em Scott Machado na armação e no entrosamento de Benite e Augusto Lima, que jogam juntos no KK Cedevita Zagreb. O quinteto titular contava ainda com Leo Meindl e Varejão.
A seleção começou o jogo sofrendo nos dois lados da quadra. O ataque não conseguia ser eficiente, algo que o treinador já havia previsto, e não era agressivo na defesa. A República Dominicana aproveitou e iniciou na frente.
O Brasil procurava trabalhar com os pivôs, especialmente pela maior força física. E também contava com os arremessos de fora do garrafão de Benite. A primeira parcial foi bastante equilibrada, até que algumas mudanças – Lucas Dias entrou com a mão calibrada e acertou duas bolas de três em sequência – fizeram o time brasileiro abrir oito pontos de vantagem ao final do quarto: 24 a 16.
Para o segundo período, Rafa Luz voltou no lugar de Scott Machado na armação. A intenção era controlar um pouco mais o jogo. Não deu certo. Apesar de Leandrinho acertar uma bola de três, o Brasil passou a errar no ataque e viu os dominicanos encostarem no placar rapidamente: 27 a 24.
Petrovic pediu tempo para recolocar o time no jogo. O resultado foi imediato. Lucas Dias deu uma linda enterrada, o Brasil pontuou com Rafael Mineiro, Rafa Luz e Leandrinho e abriu sua maior vantagem: nove pontos (33 a 24).
De volta à seleção após superar problemas com Petrovic, Marquinhos comprovou em dois ataques que pode ser uma peça importante para o time brasileiro. Foram duas bolas de três para trazer alívio no placar.
Leandrinho, que começou no banco, também provou para o treinador que, apesar de estar sem clube, continua eficiente. O armador acertou 85% dos arremessos de quadra (6 de 7) e foi para o intervalo como o cestinha da seleção, com 16 pontos. Nesta altura, o Brasil já liderava com muita tranquilidade: 58 a 39.
A seleção voltou para o terceiro período com o quinteto que começou o jogo. Com um jogo aberto, de toma lá dá cá, o Brasil segurava uma vantagem confortável. O jogo era tão fácil que Leandrinho e Marquinhos, destaques do primeiro tempo, voltaram apenas com dois minutos para o fim da parcial. Com uma bola de três de Benite, o Brasil fez 82 a 61 e foi para o último quarto com 21 pontos de frente.
A vantagem fez o panorama do derradeiro quarto ser parecido com o anterior. A marcação já não era tão agressiva de ambos os lados. As seleções pontuavam sem muita dificuldade. O que, claro, era melhor para o Brasil. No fim, vitória por 100 a 82.
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