Águia de Ouro faz homenagem a Dorival Caymmi

A Águia de Ouro faz no Sambódromo do Anhembi, na madrugada deste domingo, uma homenagem ao povo baiano ao contar a história do violonista, pintor e ator Dorival Caymmi – que em abril receberá celebrações pelo centenário de nascimento. A veneração ao artista se destaca na forma de uma escultura de 14 metros que a escola vai apresentar no…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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Desfile da escola de samba Águia de Ouro no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital paulista, na madrugada deste domingo (2), segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval São Paulo (Levi Bianco/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

Escola de samba Águia de Ouro homenageia Dorival Caymmi

Levi Bianco/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo

A Águia de Ouro faz no Sambódromo do Anhembi, na madrugada deste domingo, uma homenagem ao povo baiano ao contar a história do violonista, pintor e ator Dorival Caymmi – que em abril receberá celebrações pelo centenário de nascimento. A veneração ao artista se destaca na forma de uma escultura de 14 metros que a escola vai apresentar no desfile e nos versos cantados pelo intérprete Serginho do Porto.

A escola do bairro Pompeia, zona oeste da capital paulista, quer manter em 2014 o nível do desfile apresentado no ano passado, quando só não se sagrou campeã por conta de penalidade aplicada em razão do estouro do tempo de apresentação no sambódromo. Em 2013, a Águia de Ouro perdeu 1,1 ponto e mesmo assim terminou na terceira colocação, a 0,2 ponto da primeira e segunda colocadas, Mocidade Alegre e Rosas de Ouro, respectivamente.

A Águia de Ouro desfila com 3 mil integrantes. A rainha de bateria é Milena Nogueira, mulher do sambista Diogo Nogueira. Com 38 anos de história, a escola já foi duas vezes campeã do carnaval paulistano, em 1998 e em 2009.

Confira o samba-enredo da Águia de Ouro:

Odoyá, a benção Yemanjá
a jangada vai sair pro mar
e navegar nesse oceano de amor
lindo pôr do sol, cenário de magia
brilha o horizonte na velha Bahia
tem Batucajé, no Abaeté, mistérios no ar
oh luar clareia, é lua cheia, deixa clarear
das lágrimas da índia
uma lagoa se formou, na praia de Itapuã
Na lavagem do Bomfim, bate o tambor
na saia da baiana tem axé
tem mironga no congá
Ora Yeyeo, mãe menininha do Gantois
e sobre as ondas do mar, no velho ita partiu
sua viola a tocar, a dor que o negro sentiu
poeta, cancioneiro, apaixonado pelo Rio de Janeiro
nos seus balangandãs mostrou o que é que a baiana tem
inspiração, estrela do mar
eterna paixão, guardou seu lugar
desceu o morro da Mangueira
de verde e rosa, só no surdo de primeira
É pura emoção, Caymmi do meu coração
lá vem Pompeia, é Águia de Ouro
supercampeã do povo

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