Arrecadação em fevereiro soma R$ 115,062 bilhões, revela Receita
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 115,062 bilhões em fevereiro, um aumento real (já descontada a inflação) de 5,36% na comparação com igual mês de 2018, segundo a Receita Federal. O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de fevereiro em toda a série disponibilizada no material distribuído na divulgação,…

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 115,062 bilhões em fevereiro, um aumento real (já descontada a inflação) de 5,36% na comparação com igual mês de 2018, segundo a Receita Federal.
O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de fevereiro em toda a série disponibilizada no material distribuído na divulgação, que inicia em 2007.
O resultado de fevereiro superou a mediana das expectativas de 21 instituições ouvidas pelo Broadcast Projeções, que era de R$ 111,985 bilhões em um intervalo de R$ 106,700 bilhões a R$ 132,500 bilhões.
Entre janeiro e fevereiro deste ano, a arrecadação federal somou R$ 275,487 bilhões, o melhor desempenho para o período desde 2014. O montante ainda representa avanço real de 1,76% na comparação com igual período do ano passado.
Desonerações
As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 16,008 bilhões nos dois primeiros meses deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 13,862 bilhões. Apenas no mês de fevereiro, as desonerações totalizaram R$ 7,707 bilhões, acima do que em fevereiro do ano passado (R$ 6,977 bilhões).
Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 556 milhões em fevereiro e R$ 1,466 bilhão no acumulado do ano.
O Congresso aprovou em agosto de 2018 a reoneração da folha de 39 setores da economia, como contrapartida exigida pelo governo para dar o desconto tributário no diesel prometido aos caminhoneiros que estavam em greve. Pela lei aprovada, outros 17 setores manterão o benefício até 2020.
O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, já anunciou que pretende reativar a desoneração da folha de salários, mas dessa vez de forma linear para toda a economia. Ele não explicou ainda, porém, como o governo irá compensar a perda de arrecadação com a medida.
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