Brasil tem pior novembro da série em geração de empregos, segundo Caged
Houve uma queda 19% em relação ao mesmo mês do ano passado

O Brasil abriu 85,9 mil empregos com carteira assinada em novembro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo é resultado de 1,98 milhão de admissões e 1,89 milhão de desligamentos no período.
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Apesar do número positivo, o desempenho representa queda de 19% em relação a novembro de 2024, quando foram criadas 106,1 mil vagas. É também o pior resultado para o mês desde 2020, quando o novo Caged passou a ser adotado.
Cenário de desaceleração
Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, os sucessivos resultados modestos refletem o impacto da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, sobre a economia.
“Os resultados sucessivos refletem o impacto dos juros elevados na atividade econômica e, consequentemente, na contratação”, afirmou.
No acumulado de 2025, o país registra 1,9 milhão de empregos formais criados.
Desempenho por setor em novembro
Setores com saldo positivo
Comércio: +78 mil vagas
Serviços: +75,1 mil vagas
Setores com saldo negativo
Agropecuária: -16,5 mil vagas
(principalmente no cultivo de soja e cana-de-açúcar)
Construção: -23,8 mil vagas
(desligamentos concentrados em obras de rodovias, ferrovias e edifícios)
Indústria: -27 mil vagas
(queda influenciada pela fabricação de açúcar bruto)
Estados que mais geraram empregos
São Paulo: +31,1 mil
Rio de Janeiro: +19,9 mil
Pernambuco: +9 mil
Estados com pior saldo
Minas Gerais: -8,7 mil
Goiás: -8,4 mil
Salário de admissão
Média salarial: R$ 2.310,78
Perfil das vagas criadas:
68,9% em empregos típicos (regime CLT padrão)
31,1% em empregos não típicos (formatos específicos e sazonais)
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