Cão Orelha: Adolescente suspeito teria mentido em depoimento
Policia pediu internação do jovem

O principal adolescente investigado por agredir o cão Orelha apresentou informações falsas durante depoimento à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE). Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), o jovem afirmou que não havia saído do condomínio na manhã de 4 de janeiro e que teria permanecido na área da piscina.
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A versão foi contestada por registros do controle de acesso da portaria e por imagens de câmeras de segurança, que mostraram a saída e o retorno do adolescente ao edifício no horário em que o crime teria ocorrido. Testemunhas ouvidas ao longo do inquérito também confirmaram a presença do jovem fora das dependências do condomínio.
De acordo com a polícia, o uso de tecnologia foi fundamental para esclarecer os fatos. Os investigadores utilizaram ferramentas avançadas, incluindo um software capaz de recuperar dados apagados de celulares e análises técnicas de geolocalização, que ajudaram a confrontar o depoimento e reunir provas.
Conforme a autoridade policial responsável pelo caso, as inconsistências nas declarações do adolescente contribuíram para o avanço da investigação. Diante da gravidade das agressões e das evidências coletadas, foi solicitada à Justiça a internação do jovem — medida socioeducativa aplicada em casos considerados graves e equivalente à prisão no sistema adulto.
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