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Comércios vão fechar? Academia pode funcionar? Veja como ficam as restrições em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia depois da eleição municipal que, em São Paulo, reelegeu Bruno Covas (PSDB) prefeito por mais quatro anos, o governador e seu correligionário, João Doria (PSDB), anunciou um endurecimento nas restrições do funcionamento de comércios e serviços na cidade como forma de conter a pandemia da Covid-19.

Após o prefeito minimizar as altas nas internações e negar um repique da doença, como médicos alertavam havia dias, a cidade saiu da fase verde, mais branda, do Plano São Paulo, que estabelece regras de estabelecimentos comerciais na pandemia, e regrediu para a fase amarela, mais restrita.

Veja como ficam as novas regras:

Os comércios e os estabelecimentos de serviços vão fechar novamente?

Não, mas agora esses locais só poderão ficar abertos ao público por 10 horas. Além disso, a regressão para a fase amarela do Plano São Paulo estabelece que só podem funcionar com até 40% da ocupação total, e não mais 60%, como é na fase verde.

Essas regras valem também para salões de beleza e barbearias.

E os shoppings e galerias comerciais?

Assim como os comércios, deverão limitar a ocupação máxima a até 40% do total e abrirão ao público por até 10 horas. Além disso, só poderão funcionar praças de alimentação ao ar livre ou em áreas arejadas, restrição que não existe na fase verde.

Como ficam bares e restaurantes?

Para delivery e retirada, poderão funcionar normalmente, como puderam mesmo na fase mais restrita da pandemia.

Já o consumo no local só pode ocorrer ao ar livre ou em áreas arejadas, também com capacidade limitada a 40% do total e abertura ao público por 10 horas. No caso da capital paulista, como a cidade já estava na fase verde, o consumo local pode acontecer até as 22h. Em outras cidades, isso só pode ocorrer se o município estiver há ao menos 14 dias seguidos na fase amarela. Caso contrário, o consumo local pode ocorrer somente até as 17h.

Shows, cinema e teatro estão permitidos?

Na região metropolitana de São Paulo, sim, porque já vinha da fase verde. Em outras cidades, somente se o município estiver há ao menos 28 dias consecutivos na fase amarela.

Esses eventos só estão permitidos com o público sentado. Eventos com o público em pé estão proibidos. Deve haver controle de acesso, a entrada deve ocorrer em hora marcada e os assentos devem ser definidos antes, com distanciamento mínimo. Além disso, a capacidade dos locais deve ser restrita a 40% do total.

Convenções e eventos culturais no geral seguem as mesmas regras.

Como ficam as academias de ginástica e locais de prática de esportes?

Volta a ser preciso agendar previamente o horário da atividade física, ou seja, não é mais possível ir a qualquer hora à academia, como permite a fase verde. Além disso, a ocupação desses locais se restringe a 30% da capacidade, e não mais 60%. Estabelecimentos 24 horas não são permitidos: esses locais só podem abrir por 10 horas. Por fim, só serão permitidas aulas e práticas individuais. Atividades físicas em grupo estão suspensas.

Os parques voltarão a fechar?

Ainda não há definição, segundo a Prefeitura de São Paulo e o governo do estado. O Plano São Paulo não dá diretrizes sobre o funcionamento de parques, e essa norma coube à prefeitura. Mesmo quando a cidade entrou na fase verde, em outubro, os parques continuaram fechados aos finais de semana, e só reabriram em 31 de outubro. As evidências científicas apontam que o risco de contágio em espaços abertos é menor do que em espaços fechados, e especialistas afirmam que o funcionamento de parques é mais seguro do que o de bares, onde há aglomerações de pessoas sem máscaras.

Como a prefeitura pretende coibir aglomerações na cidade?

Mesmo proibidas, aglomerações têm ocorrido em bares e baladas em diferentes regiões da cidade, com pouca fiscalização da gestão Bruno Covas (PSDB). A reportagem questionou a gestão Covas se havia algum plano para endurecer a fiscalização com as novas regras, o que a prefeitura não respondeu.

A gestão afirmou que aplicou dez multas por falta de alvará de eventos do início da pandemia até a primeira quinzena de novembro, que fiscaliza diariamente estabelecimentos que excedem o horário permitido, e que 1.284 estabelecimentos foram interditados por descumprirem as regras vigentes, dos quais 865 bares, restaurantes, lanchonetes e cafés.

A prefeitura diz que a população pode fazer denúncias pelo telefone 156.

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