Crianças voltam às aulas em SP com restrições e sem parquinho
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após quase 11 meses longe da escola, os alunos da rede municipal de ensino da capital paulista voltaram às aulas nesta segunda-feira (15) com regras de distanciamento e poucos estudantes em sala. Nem todos que fazem parte de um universo de 1 milhão de estudantes, porém, terão atividades presenciais por enquanto, já…

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após quase 11 meses longe da escola, os alunos da rede municipal de ensino da capital paulista voltaram às aulas nesta segunda-feira (15) com regras de distanciamento e poucos estudantes em sala.
Nem todos que fazem parte de um universo de 1 milhão de estudantes, porém, terão atividades presenciais por enquanto, já que 580, ou 14,5% das 4.000 unidades de ensino, estão de portas fechadas devido a problemas que envolvem falta de equipes de limpeza (530 delas) e obras (50). Nestes locais, as aulas só devem voltar no dia 22 deste mês. E naquelas que contam com parquinhos, as crianças não poderão brincar no intervalo devido às restrições da pandemia do novo coronavírus.
“Vamos mãe, vamos”, dizia o filho de 4 anos da diarista Carla Ferreria de Aquino, 39, enquanto ela falava com a reportagem na porta da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) São Paulo, na Vila Clementino (zona sul), onde ele estuda.
Carla conta que mora na região de Itaquera (zona leste) e precisava levar o filho até a avenida Paulista, onde trabalha. “Ele estava muito ansioso. Se ele pode sair comigo, para pegar ônibus e metrô, se arriscar para sair comigo, por qual motivo não poderia vir à escola?”, questionou.
A escola na zona sul, onde estão matriculadas cerca de 148 crianças, poderia receber neste primeiro dia de aula 53 crianças. O local foi o escolhido para a entrevista à imprensa do secretário municipal da Educação, Fernando Padula. Por enquanto ele afirmou que as escolas manterão o limite de 35% de alunos em sala de aula, apesar de a capital estar classificada na fase amarela do Plano São Paulo e poder operar com até 70%.
Em relação às escolas com falta de equipes de limpeza, o secretário disse que os contratos emergenciais para as equipes foram assinados na última sexta-feira (12). Ele não precisou, porém, se as escolas que estão fechadas poderão retornar antes do dia 22 deste mês.
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