Fiscal é interrogado e novamente nega ligação com bando
Apontado como “pai” do esquema que permitiu a operação do esquema de propinas na Secretaria Municipal de Finanças em 2005, o auditor fiscal Amilcar José Cançado Lemos compareceu nesta terça-feira, 8, ao Ministério Público Estadual (MPE) e foi interrogado novamente. Ele voltou a negar qualquer ligação com a máfia. Seu advogado, Francisco de…

Apontado como “pai” do esquema que permitiu a operação do esquema de propinas na Secretaria Municipal de Finanças em 2005, o auditor fiscal Amilcar José Cançado Lemos compareceu nesta terça-feira, 8, ao Ministério Público Estadual (MPE) e foi interrogado novamente. Ele voltou a negar qualquer ligação com a máfia. Seu advogado, Francisco de Paula Bernardes Júnior não quis comentar detalhes da oitiva.
Depoimentos colhidos pelo Grupo de Combate a Delitos Econômicos (Gedec) do MPE no decorrer das investigações apontam que Lemos teria ensinado o fiscal Luis Alexandre Cardoso de Magalhães a operar a sala na Secretaria de Finanças onde aconteciam os golpes. Em um dos casos, representantes da incorporadora Tarjab confirmaram pagamentos a Lemos.
O acusado é apontado como criador de uma matemática que apaziguou os fiscais que seriam corruptos na pasta. Ele teria uniformizado os porcentuais de propina e impostos recolhidos no esquema. Depois de brigas com os demais acusados, segundo o MPE, ele sofreu um “golpe de Estado” e foi retirado da liderança. Isso aconteceu no momento em que Ronilson Bezerra Rodrigues foi levado ao posto de subsecretário da Arrecadação.
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