Funcionários e alunos da USP fazem ato em SP
Funcionários e alunos da Universidade de São Paulo (USP), que estão em greve há 73 dias, interditaram na manhã desta quinta-feira, 7, a entrada dos portões 1, 2 e 3 da Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste de São Paulo. Cerca de 300 pessoas se concentraram na esquina das ruas Alvarenga e Afrânio Peixoto, com carro de som, bandeiras e…

Funcionários e alunos da Universidade de São Paulo (USP), que estão em greve há 73 dias, interditaram na manhã desta quinta-feira, 7, a entrada dos portões 1, 2 e 3 da Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste de São Paulo. Cerca de 300 pessoas se concentraram na esquina das ruas Alvarenga e Afrânio Peixoto, com carro de som, bandeiras e bateria e fecharam o portão 1 às 5h. Alguns alunos e funcionários até tentaram pular o portão. Por volta das 8h, os manifestantes fecharam também as entradas 2 e 3.
Às 11h, o grupo iniciou passeata pelo entorno da Cidade Universitária, caminhando pela rua Vital Brasil. Aos gritos de “Não tem arrego”, os cerca de 400 alunos e funcionários da USP que marchavam desde o portão 1 da Cidade Universitária chegaram às 12h10 ao portão 3, na avenida Corifeu Azevedo Marques. No local, juntaram-se a mais 200 outros manifestantes e seguem agora até o portão 2, na avenida Escola Politécnica. Os três portões da universidade foram fechados nesta manhã. O ato deve acabar em frente à reitoria.
A reivindicação do grupo é pela abertura das negociações com a reitoria, que, em conjunto com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – as outras duas estaduais de São Paulo -, decidiram pelo congelamento dos salários dos funcionários e professores. Os manifestantes reivindicam a reversão do corte de ponto dos grevistas. Outra pauta é o pedido de liberdade de Fábio Hideki, estudante e funcionário da universidade.
Segundo a organização do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), responsável pelo ato, cerca de 400 manifestantes seguem guiados por um carro de som e ocupam duas faixas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acompanha a passeata. Nos portões, a Polícia Militar também acompanha o movimento.
Segundo Magno Carvalho, diretor do Sintusp, é a primeira vez em 35 anos que toda a universidade é fechada pela greve. “O corte de ponto e a prisão forjada do nosso companheiro Fábio Hideki indignou todos”, disse ele. O número de manifestantes foi informado pelo Sintusp. A PM não tinha estimativa de participantes nesta manhã.
A USP vive uma crise financeira. Desde o ano passado tem comprometido mais de 100% dos repasses que recebe do governo estadual com a folha de pagamento. A situação motivou a decisão da reitoria em não conceder reajuste.
Está marcado para as 15h desta quinta-feira assembleia dos docentes no prédio de História. Às 18h, ocorre assembleia geral dos estudantes.
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