Fundo ligado ao caso Master investiu R$ 4,3 milhões em resort associado a parentes de Toffoli

Empresa investidora é citada em operação

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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Um fundo de investimento gerido por uma empresa citada no caso Master realizou um aporte de R$ 4,3 milhões para a compra de ações do Tayayá Resort, empreendimento imobiliário localizado no Paraná e ligado a parentes do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Toffoli é o relator do inquérito do caso, que tramita sob sigilo.

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A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN Brasil. De acordo com registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o investimento foi feito pela Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, em outubro de 2025.

Dados da Receita Federal indicam que o Tayayá Resort já teve como sócia a Maridt Participações S.A., empresa pertencente a Igor Luiz Pires Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF.

A Arleen é administrada pela Reag, empresa citada na operação Carbono Oculto, que investiga suspeitas de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC. Segundo apuração, a Reag teria investido R$ 16,3 milhões na DGEP Empreendimentos, companhia que também já teve em seu quadro societário Mario Umberto Degani, primo de Dias Toffoli.

A DGEP Empreendimentos, inclusive, utiliza o e-mail do Tayayá Resort como contato institucional e está registrada no mesmo endereço do empreendimento, conforme informações disponíveis no site da Receita Federal.

Procurada, a Reag informou que não irá comentar o caso. A CNN Brasil também tentou contato com o gabinete do ministro Dias Toffoli, com o Tayayá Resort, com a DGEP Empreendimentos e com os demais citados na reportagem, mas não obteve retorno até a última atualização.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou qualquer envolvimento com fraudes, fundos ilícitos ou irregularidades. Segundo a defesa, o banco nunca foi gestor, administrador ou cotista dos fundos citados e afirma confiar que o avanço das investigações irá esclarecer os fatos.

Fundos sob suspeita

Relatório encaminhado pelo Banco Central ao Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que, entre julho de 2023 e julho de 2024, o Banco Master e fundos administrados pela Reag estruturaram operações em desacordo com normas do Sistema Financeiro Nacional. O documento cita falhas graves na gestão de risco, crédito e liquidez.

As operações investigadas somam cerca de R$ 11,5 bilhões e incluem fundos ligados à Reag. O Banco Central também aponta ausência de garantias, baixa diversificação de ativos e indícios de que os fundos possam ter sido utilizados para pulverizar recursos em nome de terceiros.

A defesa do Banco Master reafirma que segue colaborando com as autoridades e nega qualquer irregularidade nas operações atribuídas à instituição.

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