Governo prepara medida para acabar com obrigação de autoescola para CNH

Proposta está pronta, mas aguarda aprovação do Palácio do Planalto

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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O Ministério dos Transportes prepara uma medida para acabar com a obrigatoriedade da autoescola para emissão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O secretário-executivo da pasta, George Santoro, disse em entrevista à CNN que a proposta está pronta, aguardando o aval do Palácio do Planalto.

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“Aguardando aprovação do governo. Estamos com tudo pronto para soltar”, disse George Santoro. A informação inicialmente foi veiculada pelo jornal Folha de São Paulo e confirmada pela CNN.

Segundo o secretário-executivo, a emissão da CNH deve seguir os mesmos moldes do Detran já observados atualmente, com a manutenção das provas teórica e prática. A proposta tem como objetivo tornar a emissão do documento mais acessível para a população.

“A principal mudança é a redução de custos e burocracia. Não há perda de qualidade”, disse.

À Globo News, o ministro dos Transportes, Renan Filho, garantiu que as provas continuariam, mas com redução de custos.

Nota da AND – Associação Nacional dos Detrans

A Associação Nacional dos Detrans (AND) está acompanhando de perto as discussões relacionadas às possíveis mudanças no processo de formação de condutores, já anunciadas publicamente. Em conjunto com os presidentes de todos os Departamentos Estaduais de Trânsito, estamos articulando uma agenda com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e com o Ministro dos Transportes, Renan Filho, para tratar do tema com a seriedade e profundidade que ele exige.

“Nosso principal foco nas tratativas é a valorização da educação para o trânsito. Em um país que ainda registra altos índices de condutores não habilitados, é fundamental que qualquer mudança preserve e reforce a qualidade da formação dos motoristas. Além disso, é essencial que se busquem alternativas que tornem a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais acessível, considerando essa iniciativa como uma política social relevante, desde que não se comprometa a excelência no processo de aprendizagem.

Defendemos que a formação de condutores deve priorizar a segurança viária e contribuir efetivamente para a redução dos índices de sinistros e mortes no trânsito. A educação no trânsito salva vidas e deve ser tratada como prioridade absoluta em qualquer política pública relacionada à mobilidade”, reforça Givaldo Vieira, Presidente da Associação Nacional dos Detrans

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